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Proteja seu animal!

Entenda a raiva, doença que não tem cura e pode levar o pet à morte

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
03 set 2020 às 09:06
- Reprodução/Pixabay
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Muito se fala sobre os perigos da raiva canina. Contudo, você sabe como essa doença afeta os animais? A raiva é uma zoonose infecciosa aguda que atinge os mamíferos, comprometendo o sistema nervoso central.


Os principais transmissores da doença são morcegos, guaxinins, gambás e macacos, que contaminam os cães de forma acidental.

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"O contágio ocorre por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou mordida. Como a doença causa agressividade, a mordida é a principal forma dos animais infectados passarem o vírus adiante. Porém, se o pet tiver um ferimento na pele e entrar em contato com secreções contaminadas ele também pode se infectar”, explica Claudio Rossi, médico-veterinário e gerente técnico da unidade de oets da Ceva Saúde Animal.

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O vírus age primeiro no sistema periférico do cão, ou seja, no local da mordida. Depois, ele se replica pelo organismo até atingir o cérebro, causando uma série de reações neurológicas.

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A salivação excessiva, comumente associada a raiva canina é apenas um dos sinais apresentados pelo pet. Os primeiros sintomas da doença aparecem cerca de três a seis semanas após o contágio.


A evolução do quadro clínico se divide em dois estágios, popularmente conhecidos como raiva furiosa e raiva paralítica.

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"Na primeira fase, os animais apresentam alterações comportamentais, como medo, excitação, depressão e, principalmente, agressividade, que é um dos sintomas mais comuns da patologia. Essa fase dura em média quatro dias. Após esse período, os sintomas neurológicos se acentuam. O cão pode apresentar dificuldade de engolir, salivação excessiva, falta de coordenação nos membros e paralisa. Os sintomas da doença se apresentam de forma lenta e progressiva, mas são inevitavelmente fatais”, detalha Claudio.


A raiva canina não tem cura, apenas tratamento para a enfermidade em humanos e as chances de cura são mínimas com muitas sequelas neurológicas.

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Por isso, a vacinação é a única forma de manter os animais protegidos. No caso dos filhotes, é indicada a vacinação contra a raiva a partir do quarto mês de vida. Depois, será necessário imunizar o animal anualmente, junto com as demais vacinas indicadas pelo médico-veterinário.


Quem adotou um pet adulto e não sabe seu histórico de imunização também deve procurar orientação de um profissional para deixá-lo protegido.

"É importante reforçar que a revacinação anual deve ser realizada dentro do prazo indicado pelo médico-veterinário. Atrasar ou não realizar a imunização do pet o deixará vulnerável para o contágio pelo vírus da raiva” finaliza Claudio.


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