Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Abuso de álcool

Cirrose está entre as dez principais causas de morte

Redação Bonde com Saúde em Pauta
01 jun 2012 às 14:39
- Divulgação
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

As doenças hepáticas alcoólicas, sobretudo a cirrose, acometem duas vezes mais homens do que mulheres. Esta enfermidade, definida como uma lesão no fígado, é causada pela ingestão abusiva de substâncias etílicas, atingindo de 10 a 15% dos alcoólatras. Uma avaliação cuidadosa é fundamental para o diagnóstico e o tratamento adequado, além de possibilitar o controle e prevenção de outras complicações.

O consumo abusivo cada vez mais precoce por parte dos jovens pode resultar em sérios prejuízos para a saúde no futuro. De acordo com a Dra. Lilian Kanda Morimitsu, endocrinologista do Hospital Santa Cruz, as substâncias etílicas podem provocar, com o tempo, três tipos de lesões hepáticas: o acúmulo de gordura no fígado, a inflamação, e o aparecimento de cicatrizes, ou seja, a cirrose, que está entre as dez principais causas de morte nos países ocidentais.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Ainda de acordo com a especialista, grande parte dos pacientes diagnosticados com cirrose está entre 40 e 60 anos de idade. E complementa: "No Estado de São Paulo, as doenças do fígado são a segunda causa de morte entre homens de 35 a 59 anos, sendo que, 10% dos casos de óbito são devido à cirrose hepática alcoólica".

Leia mais:

Imagem de destaque
Comportamento de apatia

Síndrome do Tédio também afeta saúde mental no ambiente de trabalho

Imagem de destaque
Mulheres são mais afetadas

Câmara aprova inclusão de políticas públicas para Burnout no SUS; especialistas comentam

Imagem de destaque
Caso Iza

Entenda os impactos emocionais e a importância do suporte psicológico para gestantes

Imagem de destaque
Dia Mundial da Alergia

Entenda quais são os piores gatilhos da rinite alérgica e como preveni-los


Embora a incidência em homens seja maior, as mulheres são mais suscetíveis ao desenvolvimento de cirrose hepática alcoólica por apresentarem níveis sanguíneos de etanol mais elevados após uma dose padrão, devido a um aparente volume médio de distribuição de álcool menor. Segundo estudos da Secretaria de Saúde de São Paulo, o número de mulheres que procuram tratamento nos centros de saúde aumentou em 78% nos últimos três anos.

Publicidade


De acordo com a endocrinologista, os sintomas variam com base na gravidade da doença. Eles geralmente são piores após um período recente de consumo excessivo de álcool. "Aproximadamente 40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos", diz. Ela acrescenta que os sinais mais comuns são "dor e sensibilidade abdominal, boca seca e aumento da sede, fadiga, perda de apetite, náusea e inchaço ou acúmulo de líquido nas pernas (edema) e no abdome (ascite)".


O diagnóstico é realizado com base no histórico clínico do paciente e exames laboratoriais. Para os indivíduos com doença hepática alcoólica que ainda não desenvolveram cirrose é "fundamental parar com o consumo de álcool. Os acometidos por obesidade e diabetes, devem realizar o tratamento com dieta e atividade física", alerta a médica.

Publicidade


Efeito no organismo


A inflamação do fígado ou hepatite alcoólica ocorre devido ao consumo demasiado de álcool. Embora distinta da cirrose, ela é considerada como o primeiro estágio da doença hepática alcoólica. "Os sintomas são acúmulo de líquido na cavidade abdominal, fadiga e encefalopatia hepática, ou seja, disfunção do cérebro devido à insuficiência hepática", diz a Dra. Lilian Kanda Morimitsu, endocrinologista do Hospital Santa Cruz.

O álcool tem ação tóxica direta sobre diversos órgãos quando utilizado em doses consideráveis. Gastrites e úlceras no estômago, hepatites tóxicas e acúmulo de gordura nas células do fígado, lesões cerebrais, demência e diminuição da força muscular nas pernas são algumas das complicações crônicas que as doenças hepáticas podem ocasionar.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade