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Atinge cerca de 30 mil pessoas

Esclerose múltipla acelera até 5 vezes a perda de massa cerebral

Redação Bonde com assessoria de imprensa
20 ago 2015 às 14:37
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Perda de volume cerebral em pessoas saudáveis ocorre conforme o envelhecimento, porém, entre os pacientes com EM, essa redução acontece de 3 a 5 vezes mais rápida.

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A esclerose múltipla (EM), doença que afeta 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, será retratada na nova novela da Rede Globo, A Regra do Jogo. O personagem do ator protagonista Alexandre Nero será diagnosticado com a doença, que é responsável, entre outros fatores, pela redução do volume do cérebro, também conhecida como atrofia cerebral.

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Essa condição pode estar associada à perda de funções físicas (como o andar) e cognitivas (de memória), bem como predizer a progressão da incapacidade de um paciente ao longo do tempo.


Em pessoas saudáveis, a atrofia cerebral (perda de volume cerebral) ocorre conforme o envelhecimento, porém, entre os pacientes com EM essa redução acontece de 3 a 5 vezes mais rápida.


Os sintomas mais frequentes da doença são perda visual, fadiga, formigamento, perda de força, falta de equilíbrio, espasmos musculares, dores crônicas, depressão, incontinência urinária e problemas sexuais. No papel de Romero Rômulo, o protagonista da trama recebe o diagnóstico de esclerose múltipla, após uma série de indícios durante uma relação sexual.

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Ao contrário do que se acredita, a doença atinge pessoas jovens, e especialmente mulheres com idade entre 20 e 40 anos No Brasil, mais de 30 mil pessoas têm a doença, segundo o Ministério da Saúde. Esse total equivale a 18 casos por 100 mil habitantes.


A EM é uma doença neurológica, crônica e autoimune, em que as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e na medula espinhal. O diagnóstico é clínico e deve ser complementado por ressonância magnética. A causa da doença ainda é desconhecida, mas já se sabe que há um componente hereditário.

A EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, possibilitando uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Estudos recentes incluíram a atrofia cerebral como uma importante métrica de acompanhamento da evolução da doença, além do habitual acompanhamento de surtos, lesões na ressonância magnética e progressão da incapacidade. Quando essas quatro métricas são impactadas pelo tratamento, é considerado um estado de "nenhuma evidência de atividade de doença".


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