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Setembro Vermelho

Fake news atrapalham prevenção de doenças cardiovasculares

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
25 set 2019 às 10:32
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As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. É sabido que mais pessoas morrem anualmente por essas enfermidades do que por qualquer outra causa. O assunto é sério e muita gente, às vezes com o objetivo de ajudar no alerta, acaba compartilhando informações não apuradas, de forma que uma série de fake news (as notícias falsas) rondam os grupos de mensagens e a internet em geral sobre a saúde do coração.

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Manchetes que relacionam vacinas a prejuízos para quem tem doenças cardiovasculares e o fato de que tossir pode evitar infarto são alguns dos boatos disseminados que enganam muitas pessoas.

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"As fake news no campo da saúde não são disseminadas para enganar as pessoas, mas sim por acreditarem que, de fato, aquela informação pode ajudar alguém. No entanto, é preciso pensar duas vezes antes de sair compartilhando certas notícias", orienta Múcio Tavares Jr., chefe da Unidade Centro de Infusão e Hospital Dia do Instituto do Coração da USP (Universidade de São Paulo).


Para aumentar a conscientização da população sobre os perigos da negligência com o órgão vital e a importância de manter hábitos saudáveis com tratamento médico, no dia 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração.


Um dos pontos mais importantes da campanha idealizada pela Merck, empresa líder em ciência e tecnologia, é esclarecer quais são as verdadeiras ameaças e qual o melhor caminho para cuidar do coração. Muitas informações são dadas como verdadeiras, porém é importante sempre procurar um profissional de saúde para buscar orientação correta e o melhor caminho a seguir tanto na prevenção, quanto no tratamento. "Em tempos de fake news é mais importante ainda buscar um profissional de saúde para receber a orientação correta sobre prevenção, tratamento e fatores de risco. Alguns, por exemplo, são determinantes para o aparecimento das doenças cardíacas, tais como diabetes, hipertensão, tabagismo, estresse, obesidade, colesterol alto e histórico familiar", explica Tavares.

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Conheça alguns dos principais mitos e fake news disseminados na internet e nas redes sociais.


Basta retirar o sal da comida para evitar o aumento da pressão arterial?


O consumo excessivo do sal está relacionado ao aumento no risco de doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, mas não é o único motivador da pressão alta. É preciso ficar alerta com o sódio contido em outros alimentos, principalmente os industrializados. Além disso, é preciso adotar uma alimentação saudável e praticar atividades físicas regularmente.


A vacina da gripe pode prejudicar quem tem doenças cardiovasculares?


Não. A vacinação, na verdade, é crucial para os portadores de doenças cardiovasculares. No inverno, as temperaturas caem e a umidade do ar diminui, exigindo mais cuidados preventivos contra gripes, pneumonias e problemas respiratórios. A vacinação protege quem tem doenças do coração e mostrou que até evita infartos, internações e mortes por insuficiência cardíaca. Por isso, a vacinação é essencial para reduzir esses e outros tipos de problemas de saúde.


O "colesterol ruim" (LDL) não tem influência nas doenças cardiovasculares?


A Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL) tem influência nas doenças cardiovasculares, sim. É comprovado que baixar os níveis da LDL reduz os riscos de doenças cardiovasculares. A maioria dos estudos científicos até hoje realizados demonstraram que o chamado colesterol ruim é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).


A hipertensão sempre apresenta sintomas?


A hipertensão raramente apresenta sintomas. Às vezes, a pessoa se torna hipertensa e não sabe, mas seus vasos sanguíneos estão sendo deteriorados pela doença. Ao longo dos anos, a pressão alta aumenta os riscos de derrame, infarto e insuficiência renal. Por isso, ela é conhecida como "assassina silenciosa". Quem tem alguém na família com o problema deve medir a pressão a cada seis meses e, quem não tem, a cada ano.


Somente idosos apresentam doenças cardíacas?


Não. No Brasil, 11.6% das mortes por doença cardíaca ocorrem em pessoas dos 30 aos 49 anos.


Somente obesos têm problema de coração?


Não são só os obesos devem cuidar do coração. Pessoas magras também podem ter colesterol elevado. Quem faz prevenção tem menor chance, mas não é isento de ter problemas.


O infarto acontece apenas em homens?


Por muito tempo, acreditou-se que as mulheres não sofriam infarto e tinham menos incidência de doenças no coração. Porém, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo. Os números não deixam dúvidas: estudos médicos apontam que, no Brasil, uma a cada cinco mulheres tem risco de sofrer um infarto.


Atletas não correm risco de ter doenças cardíacas?


Mito. O exercício físico faz bem para a saúde, porém representa risco quando praticado erroneamente e por atletas com doenças cardíacas previamente estabelecidas. A morte súbita em atletas é rara e está relacionada com a presença de doenças cardiovasculares presentes desde o nascimento ou adquiridas.


Em atletas com menos de 35 anos de idade, a principal causa é a cardiomiopatia hipertrófica (atrofia do coração) e nos atletas com mais de 35 anos, é a doença arterial coronariana (problema nas artérias do coração).


Se não sinto dor no peito irradiada para o(s) braço(s) não corro risco de infartar?


Mito. Nem todas as pessoas que sofrem infarto têm os mesmos sintomas ou a mesma intensidade deles. Tanto é que algumas pessoas chegam a não ter sintoma algum. E são estas pessoas que tem sintomas pouco típicos que tem maior chance de serem dispensadas depois de um atendimento. A sugestão é que se visite um médico regularmente para prevenir um infarto silencioso.


Tossir evita o infarto?

Mito. Não há evidências científicas que comprovem que tossir evita o infarto. A melhor maneira de prestar socorro para uma pessoa que está infartando é ligar para uma ambulância no número 192 ou levá-la ao pronto socorro mais próximo.


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