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Dia Mundial

Prevenção é a melhor alternativa para evitar o suicídio

Redação Bonde com assessoria de imprensa
09 set 2014 às 15:12
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Estimativas da Organização Mundial da Saúde sinalizam que haverá mais de 1,5 milhão de vidas perdidas por causa do suicídio em 2020, representando 2,4% de todas as mortes. O primeiro relatório global da entidade sobre o tema, divulgado na semana passada, aponta que uma pessoa tira a própria vida a cada 40 segundos. No Brasil, foram 11,8 mil casos em 2012. No mundo, mais de 800 mil pessoas se suicidam por ano e 75% delas são de países de baixa renda. Os números são preocupantes e não param de crescer, tanto que o dia 10 de setembro é dedicado para falar sobre o assunto. O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio pretende conscientizar a sociedade e o governo sobre a importância do tratamento de doenças mentais e problemas psicológicos, de falar sobre o tema e de quebrar o tabu que envolve o assunto.

"Diante desses dados é possível perceber a relevância na discussão desse tema que ainda é pouco difundido. Sabe-se que muitas pessoas que morrem por suicídio jamais contatam os serviços de saúde à procura de ajuda", frisa a psicóloga Mayara Camargo Cavalheiro, do Instituto de Psicoterapia e Análise do Comportamento (PsicC) em Londrina. Um dia específico para o debate do tema, esclarecendo dúvidas e discutindo o tratamento é muito importante, acrescenta ela, principalmente porque o suicídio ainda é um tabu para a população no geral e também para os profissionais de saúde.

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Segundo Mayara, levantamento do Datasus (banco de dados do Sistema Único de Saúde), aponta que os casos de suicídio são registrados como "mortes por lesões autoprovocadas voluntariamente". "Muitos acreditam que o fato de citar a palavra suicídio ou até mesmo discutir o assunto pode fazer com que mais pessoas o façam. Mas se não falarmos sobre o tema, teremos pouca informação e não conseguiremos ajudar ou intervir", afirma a psicóloga. Ela destaca ainda que outro fator que prejudica a discussão é a pressão social "para sermos felizes e satisfeitos", e não "permitindo" que se fale das angústias e aflições.

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Os transtornos psiquiátricos são considerados os principais fatores de risco para que alguém acabe com a própria vida. De acordo com diversos estudos, cerca de 95% das pessoas que cometem suicídio apresentam diagnóstico de doença psiquiátrica. Segundo Mayara, diversas pesquisas indicam que a depressão está em primeiro lugar, seguida pela dependência de álcool e drogas e, em terceiro, a esquizofrenia. Porém, situações ambientais, como falecimento, dificuldades financeiras, dificuldades de adaptação, preocupações ou até mesmo casos de suicídio na família, podem ser razões decisivas. "Assim, podemos notar a influência do ambiente no comportamento suicida também", reforça.

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A psicóloga destaca que, recentemente, aconteceram casos de suicídios de celebridades e que tomaram a atenção da mídia. A morte do ator americano Robin Willians foi uma delas. Neste caso, Mayara pontua que, de acordo com o que foi divulgado, alguns fatores o levaram a tirar a própria vida: a depressão, o alcoolismo, o diagnóstico de mal de Parkinson e o uso de drogas. "Sabe-se que o álcool é um depressor do sistema nervoso central e isso prejudica ainda mais os sintomas da depressão", frisa.


Sobre o tratamento, a profissional destaca que o acompanhamento psicológico associado ao acompanhamento médico é imprescindível. Embora não haja uma receita para o tratamento, segundo ela, deve ser priorizado o desenvolvimento de capacidades de enfrentar e resolver problemas, dificuldades e conflitos.


Além disso, não há uma regra em relação à manifestação das pessoas que estão com pensamentos suicidas ou que pretendem fazê-lo. "Algumas pessoas comunicam seu sofrimento para outras e isso deve ser considerado. Muitas vezes, isso é um pedido de ajuda", observa Mayara, lembrando que há aquelas que não falam mas apresentam comportamentos indicativos. "A pessoa que tenta ou comete suicídio o faz, na maioria das vezes, porque não vê possibilidade de resolver seus problemas de outra forma e não porque gostaria de tirar sua própria vida", garante.

Segundo a OMS, a troca de informações sobre o suicídio pode evitar muitos casos. Nesse sentido, a família tem um papel muito importante e pode contribuir através de diálogo, apoio e esclarecendo dúvidas. Além disso, deve estar atenta à mudança de comportamento, sinais de irritação, desesperança e falas de nulidade, tais como a de que vida não vale a pena ou de que não serve para nada. Diante disso, a família deve procurar ajuda especializada, conclui a psicóloga.


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