Em casos de queimadura solar, inicialmente devemos avaliar o grau e a extensão da mesma para sabermos como tratar adequadamente. Se a pele está vermelha e com ardência, sem formação de bolhas, trata-se de queimadura de 1º grau. Neste caso, o tratamento deve ser feito para o alívio dos sintomas até que haja o processo normal de cicatrização da pele. Recomenda-se ingerir bastante água ou líquidos não alcoólicos, usar uma loção local para diminuir a ardência, como, por exemplo, a calamina, e não tomar sol novamente até que a vermelhidão e a dor tenham passado.
Hidratantes com aloe vera e calêndula também ajudam a amenizar o desconforto; nunca utilize fórmulas caseiras, que de nada adiantam e podem até piorar o quadro.
Em casos mais graves ou extensos de queimaduras de 1º grau, pode-se utilizar analgésicos para o alívio da dor e cremes de corticóides indicados pelo médico.
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Se a queimadura solar for ainda mais severa, com formação de grande número de bolhas, indicando uma queimadura de 2º grau, ou se houver sintomas como tremores, calafrios, dor de cabeça ou náusea, deve-se procurar assitência médica, pois nestes casos podem ocorrer infecções, desidratação e cicatrizes.
Lembre-se sempre: o tratamento da queimadura solar é sintomático. A prevenção é o mais importante para evitar complicações a curto e médio prazo, como envelhecimento precoce, manchas e câncer da pele. Quando ocorrer exposição ao sol, utilize sempre protetor solar, camiseta e chapéu, e evite o sol no período entre 10h e 16h.
Andrei Nonino, dermatologista