Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Problema de saúde pública

Mais de 25 milhões de brasileiros sofrem de disfunção erétil

Redação Bonde
29 jul 2014 às 09:31
- Reprodução
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

A disfunção erétil é um distúrbio sexual que afeta mais de 25 milhões de homens no país, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A instituição revela ainda que a projeção da incidência no Brasil é 2,5 vezes maior do que a média mundial e, além disso, estima-se a ocorrência de um milhão de novos casos anualmente em território nacional. Dessa forma, para a entidade, o distúrbio deve ser considerado um problema de saúde pública.

"Existem vários fatores que podem interferir na disfunção erétil como o hábito de fumar, o diabetes, a obesidade, o alcoolismo, alterações endócrinas e alguns medicamentos para o controle da hipertensão arterial, além do avanço da idade, com aumento da probabilidade após os 50 anos. Há ainda os problemas de natureza emocional, como o estresse e a depressão, que podem interferir na vida sexual", afirma Marjo Perez, chefe da disciplina de Urologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


O professor explica que quando a doença ocorre por motivo orgânico, geralmente, tem uma evolução mais lenta, ou seja, o alcance da ereção piora progressivamente. "Nos casos de natureza psicológica, esse tipo de situação surge em um curto intervalo de tempo e costuma acontecer com os mais jovens. Entre os homens, principalmente os brasileiros, há uma expectativa de que a ereção deva ocorrer em todas as situações. Não é bem assim. Existem vários aspectos que podem interferir em seu desempenho, já que há dias em que é possível não estar com vontade e, ao forçar a relação, a ereção falha", explica Perez.

Leia mais:

Imagem de destaque
Fique atento!

Comportamento de risco aumentou infecções sexualmente transmissíveis

Imagem de destaque
Antes do Carnaval?

Programas focados em abstinência sexual não são eficazes, diz SBP

Imagem de destaque
Saiba mais

Evento em Londrina discute vida sexual em relacionamentos longos

Imagem de destaque
Saúde do homem

Você sabia que colesterol alto pode levar à impotência?


Ejaculação precoce

Publicidade


O urologista revela que o conceito de tempo para que a ejaculação possa ser considerada precoce é muito discutido, inclusive, em congressos. "Normalmente, classificamos como ejaculação precoce quando não há uma relação satisfatória, em função do tempo até a ejaculação. Existem casos em que há ejaculação antes de ocorrer a penetração ou imediatamente quando ela acontece", revela.


O principal motivo da precocidade na ejaculação é de natureza psicológica. "Sempre está relacionada à ansiedade. Fatores do dia a dia que podem aumentar a ansiedade, como cobrança no trabalho, excesso de atividades e prazos exíguos a serem cumpridos podem afetar o desempenho", afirma o médico.


No que diz respeito aos tratamentos, existem métodos de treinamento para prolongar a relação, além de medicamentos prescritos em casos de ejaculação precoce e de disfunção erétil. O uso de medicamentos que facilitam a ereção deve ser feito apenas com orientação médica. "Utilizá-los sem consultar um especialista pode camuflar alguma doença como alterações vasculares e endócrinas", alerta Perez. Esses medicamentos facilitam a ereção, porém há necessidade de um adequado estímulo sexual para que ela ocorra.

O especialista ainda chama a atenção para a venda clandestina desses medicamentos, que não são recomendados por não haver supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Não é possível saber se a fórmula e os componentes estão corretos", finaliza.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade