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Crônica de Flávio Madalosso Vieira

27 out 2023 às 09:55
- Imagem gerada pela IA do Bing
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Bom-dia, amigos!

Consultando as páginas do Facebook de hoje, vi a manifestação de uma amiga que se mostrava indignada com o palavreado usado por alguns jovens na fila de uma padaria onde os termos “veio e mano” e mais uns 15 palavrões foram utilizados por eles. Esta postagem da Sílvia me fez recordar uma situação semelhante. Num dos corredores da nossa universidade, pequeno grupo de jovens conversava. Ao passarmos próximo, por outra circunstância fomos obrigados a parar, e de onde estávamos, podíamos ouvir parte do diálogo, que não pudemos entender na íntegra, face ao palavreado, ou linguajar utilizado, e constatamos que a gíria está tomando importante espaço negativo em nossa linguagem.

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Naturalmente, isto faz parte da faixa etária daquele grupo e, com o passar do tempo e o desenvolvimento do estudo, o que traz a maturidade, a normalidade voltará a caracterizar o cotidiano daqueles jovens.

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Dentre vários vocábulos proferidos nas falas dos discursantes, alguns de calão que se tornam inocentes e assumem papel expressivo naquele tipo de conversa, uma se destacou: caretice, que dentre outras tantas pode ser até inocente.

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Este termo provém de careta, o que antigamente tinha o simples sentido de "cara feia" ou “engraçada”, e hoje, desvirtuado, significa o antagonismo às práticas e atitudes da juventude, sobretudo no que se refere ao uso ou não de alguma “substância”.

Então, a caretice é o termo com o qual se qualificam as atitudes de quem procura orientar a juventude às práticas salutares, incutir cultura, boas maneiras e conduta a quem delas carece.

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Falando nisto e enaltecendo o conceito atual do termo em questão, notamos os embaraços que começam a surgir em algumas famílias quando os adultos são questionados pelas crianças a respeito daquilo que veem na televisão e nas redes sociais. Assim, (aí entra mais caretice) notamos que estes dois meios de comunicação têm colaborado de forma significativa para o amadurecimento precoce de nossas crianças, pois não há mais seleção de programas em relação a horários ou de postagens, ou seja, em qualquer hora do dia ou da noite, pode-se assistir a cenas que deveriam ser mostradas apenas a adultos. Não há mais critérios de bons exemplos de conduta ou respeito.

Em que pesem as contestações que poderemos receber por conta destas linhas, somos partidários de que mais vale ser um "careta" sadio do que um avançado consumido.

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É somente uma questão de opinião e, neste viés, concordamos com a postagem da amiga, que se diz triste em ver a boa educação se perdendo e levando para o ralo a nossa boa linguagem.

Infelizmente, o bom senso está perdendo a batalha para a televisão e para as redes sociais no que concerne à educação e à cultura.


Flávio Madalosso Vieira é escritor e professor universitário.


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