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Paraíso recupera horário das 18 horas

02 out 2009 às 21:37
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Sabe aquele bolo gostoso, macio, sem recheio, que a mãe da gente faz para o chá tarde? É assim que avalio a novela Paraíso, que terminou hoje.
Além de recuperar a audiência no horário depois da malfadada Negócio da China, Benedito Ruy Barbosa impôs um jeito mais tranqüilo de conduzir uma trama. Na média, a novela ficou na casa dos 30 pontos. Mas houve registros de quase 40 em várias capitais como Florianópolis, por exemplo. Este remake é um folhetim clássico: poucos personagens, basicamente dois núcleos e tudo girando em torno de um único casal. Assim, deu pra aprofundar as relações, não houve personagem sem função e as histórias simples, os causos desse interior brasileiro, trouxeram emoção genuína para o horário.


Bons valores

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Amizades sinceras, companheirismo, cumplicidade, empatia. Esses valores todos cruzaram a vida de muitos personagens proporcionando várias cenas de rara delicadeza. Muitos, muitos momentos impagáveis. Todos os pouquíssimos beijos da Santinha com o Filho do Demo, as tiradas de Padre Bento, as estripulias e a paixão reprimida de Zefa Cheira Cheira e o Seo ‘Lotério, o afeto entre dona Ida e Aninha, a cumplicidade de Rosinha e Terêncio. Mas para mim, o ponto alto da novela foi o dia em que a Beata Mariana revelou ao marido Antero que não sabia o que era o amor, porque nunca lhe fora ensinado que um homem e uma mulher podiam compartilhar este sentimento, muito além de procriar.

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Política e Meio Ambiente

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Benedito Ruy Barbosa escreve sobre a nossa gente comum. E coloca discursos políticos e defesa da natureza praticamente em todas as novelas que escreveu. Pantanal e O Rei do Gado são os melhores exemplos. Em Paraíso, discursos inflamados na rádio denunciavam os desmandos dos políticos em Brasília, escancarando que não há mais espaço para políticos honestos. Vários personagens defenderam o meio ambiente com unhas e dentes. Tomara que os telespectadores tenham entendido o recado e façam menos bobagem nas urnas.



Elenco afiado


Não há senões entre o elenco. Pareceu que todo mundo estava talhado para os personagens que interpretaram. O casal protagonista tinha química e respondeu à altura dos desafios. Nathália Dill sustentou a Santinha com muita dignidade, num papel difícil, numa linha tênue para escorregar na caricatura. Não é fácil fazer uma mocinha sonsa e virginal nos tempos atuais. Num grupo de feras, destaque para Eriberto Leão, Alexandre Nero, Reginaldo Faria, Lucci Ferreira, Mauro Mendonça, Walderez Barros, Soraia Ravenle, Leopoldo Pacheco. Até mesmo Daniel, estreando em novelas, não fez feio, sem contar a simpatia e simplicidade nos bastidores - sendo a estrela da música que é. E mil vivas, milhões de vivas, bilhões de vivas para Cássia Kiss. Dificilmente haverá outra beata tão fanática quanta ela.


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