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Argentina

15 nov 2016 às 13:57
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Argentina
De longa tradição vinícola, a Argentina experimentou uma revolução no final dos anos 1990. Possuindo benefício natural (clima), irrigação controlável, e graças à especialização e aplicação de novas tecnologias, aliadas a uma completa interação do "terrior", os vinhos estão com qualidade suficiente para participar do competitivo mercado internacional.
A vitivinicultura argentina teve início com os missionários jesuítas, que plantaram as primeiras vinhas ao longo da região andina (de Jujuy à Patagônia), no século XVI, utilizando os canais de irrigação escavados centenas de anos antes pelos povos indígenas locais (Mapuches e Huarpes).Um considerável grupo de imigrantes europeus (século XIX e XX), trouxeram novas variedades e melhores técnicas de cultivo, dando suporte à indústria vinícola argentina, hoje a quinta maior do mundo.
A construção da estrada de ferro entre Buenos Aires e Mendoza, e outras províncias vitivinícolas, abriu o mercado, e expandiu a área de vinhedos. As mudanças políticas na Argentina foram fortíssimas e o país ainda enfrenta muitos problemas econômicos.
Nos anos 80, houve uma tranformação drástica nos vinhedos, sendo arrancados aproximadamente 1/3 deles, ao mesmo tempo em que o alvo do mercado mudou para as exportações. No momento, muitas empresas de diferentes origens (internacionais) continuam a investir considerávelmente, dando grande estímulo ao setor. Esta injeção de recursos demonstra que a revolução vitivinícola argentina está só no início.
A Malbec é a uva tinta que ganhou fama na Argentina. Trazida da França no início do século XX, matura muito bem ao sol andino e mostra sabores de ameixa nunca antes encontrados na Europa. As uvas locais diminuíram muito, mas ainda marcam presença para vinhos domésticos. A Torrontés é a uva icônica entre as brancas, muito bem cultivada, com novas técnicas, permitindo demonstrar suas expressões leves e aromáticas.
vinícola argentina
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A Argentina tem uma diversidade em seus vinhedos, além das famosas cepas internacionais (Cabernet Sauvignon, Merlot, Sirah, Pinot Noir), há outras que demonstram seus predicados de forma exuberante (Sangiovese, Tempranillo, Bonarda, Chenin Blanc, Viognier), atingem ótimos resultados. Regiões como Galtallary no vale do Uco foram redescobertas, e se desenvolveram nos últimos anos, a busca por novos mercados também continua firme. Mas o maior diferencial é o gradiente térmico. Como nenhum outro país produtor, há vinhas produzindo brilhantemente a mais de 2.000m s.n.m., chegando a superar os 3.000m s.n.m., proporcionando vinhos densos e profundos pela incidência solar, e aromáticos pelo frescor noturno.
Citando alguns dos produtores na Argentina (alto volume) o grupo Peñaflor (Bodeagas Trapiche, Michel Torino, El Esteco, etc.), Catena Zapata, Familia Arizú (Luigi Bosca) Zuccardi, Salentein, Jaques & François Lurton (França) e Norton (grupo Zwarovski, Áustria). O Fournier (Espanha),etc. Mas também há enólogos jovens revolucionando o mercado com diferentes filosofias de trabalho, revelando o novo conceito do vinho argentino contemporâneo.

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