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Baronesa Philippine

04 nov 2016 às 20:58
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Baronesa Philippine
Noite dessas, conversando com amigos e degustando um belo Médoc (Bordeaux), comentamos sobre a Baronesa Philippine de Rothschild, falecida em agosto de 2015. Foi um dos maiores nomes do mundo do vinho deste século, filha única do Barão Philippe de Rothschild, membro da dinastia dos banqueiros Rothschild.
No grupo um amigo francês comentava: seu nome original era Philippine Mathilde Camile de Rothschild, que nascera em Paris no dia 22 de novembro de 1933. A história da família é tão rica e complexa que dá para escrever um livro.
A verdadeira tradição da familia no mundo do vinho remonta ao século passado, de atividades banqueiras e comerciais. Fizeram um grande sucesso. Mas veio a Segunda Guerra, e, quando menina, a baronesa passou por situações de extrema dificuldade. Entre elas, viu a mãe ser presa pela Gestapo - ela veio a falecer no campo de concentração de Ravensbrück, no norte da Alemanha.
Perguntei sobre a vida de artista que iniciou ainda antes de se dedicar aos negócios do vinho. Meu amigo explicou que sua paixão desde a infância eram as artes cênicas e, assim, na juventude, graduou-se na escola de arte dramática do Conservatório Nacional em Paris. Utilizou codinome Philippine Pascale, quando trabalhou ao lado de artistas famosos (entre eles Catherine Deneuve) na comédia francesa até os anos 1970.Depois da aposentadoria como atriz, ela se dedicou ao negócio do vinho, que é tradição familiar. Buscou aprender sobre vinhos e seguia o pai naquela trajetória de sucesso, com atenção aos mínimos detalhes. Quando Philippe morreu, em 1988, ela herdou três grandes vinícolas em Bordeaux: o Chateau Mouton Rothschild, Chateau d'Armailhac e Chateau Clerc Milon. Tornou-se, então, a presidente e maior acionista do grupo Baron Philippe de Rothschild S.A.
Na época em que seu pai faleceu, o grupo vendia 1,3 milhão de caixas de vinho por ano. No início dos anos 2000, as vendas quase dobraram (2,1 milhões de caixas), configurando aproximadamente 150 milhões de dólares. Em 2013, as vendas chegaram a valores aproximados de 220 milhões de dólares.
Em 2007, recebeu a condecoração Légion d'honneur (Legião de Honra, em português), instituída por Napoleão Bonaparte para recompensar os méritos de civis e militares à nação. No ano passado, ela recebeu o título "Lifetime Achievement Award" pelo "The Institute of Masters of Wine"
Baronesa Philippine
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O grupo ainda continua com aquisições e parcerias com Domaine de Lambert, Baron Arques, Baron Philippe de Rothschild, Mouton Cadet (Califórnia) e Viña Almaviva (Chile). Mas nenhum fato se compara ao perfil firme e ao mesmo tempo sereno na condução dos negócios que ela adquiriu do pai. Em depoimento a um repórter, ela explicou em que consistia tanto sucesso no mundo dos negócios do vinho e afirmou: "O mais difícil, na verdade, é conduzir um grande Chateau em seus primeiros 200 anos. Depois disso, o negócio se torna mais fácil".

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