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Ata do FOMC alerta sobre riscos de inflação

Alex Agostini - Economista-chefe
11 out 2005 às 17:19
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O Banco Central norte-americano (Federal Reserve) divulgou hoje (11/out) a Ata referente a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) realizada no último dia 20/set. No documento a autoridade monetária destaca para o risco da inflação se acelerar no curto prazo.

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Novamente o documento ratifica que a condução da política monetária permanecerá inalterada, ou seja, continuará com seu processo de gradualismo elevando a taxa de juros básica em pelo menos 0,25 ponto percentual a cada nova reunião.


Analisando os fatores condicionantes (atividade econômica e inflação) e avaliando os riscos associados no horizonte de médio prazo (petróleo, setor imobiliário nos EUA), acreditamos que a elevação da taxa de juros básica continuará ao menos até o primeiro trimestre de 2006, quando deverá atingir 4,75% ao ano.

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A principal justificativa é que o comitê, contrariamente ao ocorrido nas Atas anteriores, colocou de forma mais contundente sua preocupação com a contaminação dos núcleos de inflação por conta dos preços de gasolina e energia. Além disso, ressalta que o crescimento econômico continua firme mesmo após a passagem do furacão Katrina.


A leitura do parágrafo 11 do documento é praticamente um resumo da percepção da autoridade monetária em relação ao cenário macroeconômico e sua relação com a estratégia de política monetária implementada desde junho de 2004.


Na semana de 03 a 07 de outubro, o mercado financeiro internacional foi sacudido por uma série de declarações de membros do FOMC acerca da trajetória da taxa de inflação. Tais declarações fizeram com que o mercado entendesse que o ritmo de alta gradual da taxa de juros pudesse se acelerar. Como não poderia ser diferente, as economias emergentes foram as mais afetadas e seus ativos financeiros sofreram instantaneamente os efeitos negativos. Por exemplo, no Brasil a bolsa de valores (Bovespa) recuou 8,3% em apenas três. O efeito do pessimismo foi curto, revelando que a percepção externa quanto aos possíveis riscos foi exagerada.


Com a maior clareza quanto ao cenário da tendência da trajetória de alta gradual da taxa de juros, esperamos que o "otimismo" retorne aos mercados emergentes e coloque novamente os ativos financeiros dessas economias em ritmo de valorização, mais notadamente nos títulos da dívida externa, na bolsa de valores e nos risco país. O mercado de moedas também deve manter a tendência de valorização frente ao Dólar.


Especificamente no caso da moeda brasileira, ressaltamos que a presença do BC não tem surtido tanto efeito quanto no início de seu retorno ao mercado de divisas no começo de outubro. Ou seja, caso o BC se mantenha ativo no mercado cambial é possível que a valorização do Real seja moderada, mas continuará. Já caso ele se ausente, não há nada que faça com que essa valorização seja contida, a não ser uma nova reviravolta no mercado internacional de forma inesperada.

As próximas reuniões do FOMC acontecerão nos dias:
1º de novembro/2005
13 de dezembro/2005
31 de janeiro/2006
28 de março/2006


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