Pesquisar

Canais

Serviços

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Pacificamente

Fazenda invadida pelo MST começa a ser desocupada

Redação - Folha de Londrina
09 jul 2003 às 18:12
Continua depois da publicidade

A Secretaria de Estado da Segurança Pública começou a desocupar nesta quarta-feira mais uma área invadida no interior do Paraná, em cumprimento a mandados judiciais de reintegração de posse.

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE

Desta vez, a operação foi realizada na Fazenda Palmeira, que se localiza a 25 quilômetros de Reserva, na região Central do Estado, e que foi invadida por cerca de 35 famílias de trabalhadores sem terra na madrugada do dia 7 de junho passado. Essa é a sétima desocupação pacífica deste ano.

Continua depois da publicidade


O tenente-coronel Durval Jupiassu Filho, comandante do 1.° Batalhão da Polícia Militar, é o responsável pela segurança nos Campos Gerais e por esta operação de desocupação.


De acordo com ele, na manhã desta quarta-feira, cerca de 50 policiais em sete viaturas acompanharam um oficial de Justiça, que fez a leitura da citação do mandado de reintegração de posse da fazenda e de um documento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que aponta que a área é produtiva e inadequada para assentamentos agrários.


Os cerca de 110 sem-terra que ocupam a área ouviram a citação do oficial de Justiça. "Depois disso, eles garantiram que vão sair pacificamente da área ocupada, mas pediram à Justiça uma prorrogação de 24 horas no prazo para se retirarem da fazenda em virtude da chuva intensa que castiga a região", relatou Jupiassu.

Continua depois da publicidade


O oficial de Justiça afirmou que iria comunicar a reivindicação dos sem-terra à juíza Adriana de Lourdes Simette Andrade, de Reserva, que concedeu o mandado de reintegração de posse ao proprietário da fazenda, Renanto Antônio Yamasita.

Segundo o tenente-coronel, a PM também solicitou a Yamasita um ônibus para deslocar os sem-terra da fazenda Palmeira. "Acredito que a juíza poderá prorrogar o prazo para a desocupação. E, em breve, os sem-terra devem deixar a fazenda de forma ordeira e sem incidentes", disse Jupiassu. Os sem-terra estão reivindicando também junto ao Incra um outro local que possam ocupar.


Continue lendo

Últimas notícias

Publicidade