Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem enfrentar filas nesta sexta-feira, no primeiro dia de atendimento depois da paralisação nacional de 72 horas dos servidores do órgão. A paralisação, que termina nesta quinta, atingiu oito dos 40 postos do INSS no Paraná.
De acordo com a superintendência do INSS no Estado, cerca de 7,5 mil pessoas deixaram de ser atendidas durante os três dias. Foram atendidos apenas quem passou por perícia médica ou mulheres grávidas. Para evitar as filas, o instituto orienta que os segurados que não tenham muita urgência no atendimento - para benefícios como o salário-maternidade e o auxílio-doença - procurem as agências somente na semana que vem.
A paralisação atingiu seis postos do INSS em Curitiba, dois em Londrina, um em Foz do Iguaçu e um em Cascavel. A superintendência do instituto calcula que aproximadamente 200 funcionários aderiram ao movimento em todo o Estado. A organização do movimento não divulgou o número de servidores, mas avaliou que a adesão foi maior do que a expectativa inicial.
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O secretário de organização do Sindicato dos Servidores da Previdência e Saúde (Sindiprevs), Hélio de Jesus, diz que o movimento será analisado em plenárias nacionais programadas para o final de semana em Brasília. Mas ele considera que a categoria conseguiu avanços. "O governo está sinalizando com a manutenção da Gratificação de Atividade Executadas e com algumas outras reivindicações do movimento."
Além da manutenção da gratificação, os trabalhadores pedem reajuste salarial, o que não ocorre há sete anos - a defasagem é calculada em 75,43%. Eles também pedem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que elevaria os salários em 47,11%.
Uma nova audiência com o Ministério da Previdência está marcada para segunda-feira. "Uma nova paralisação ou uma greve não estão descartadas. Depende do resultado dessa audiência e das plenárias no fim de semana", afirma Hélio de Jesus.