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Um ano depois

Amigos homenageiam ciclista morto em acidente

Rafael Machado - Grupo Folha
27 fev 2019 às 09:10

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Há um ano, Edson Rossato de Oliveira, 49 anos, saía para mais uma pedalada com amigos pelas ruas e avenidas de Londrina, atividade que havia se tornado rotineira para o empresário. Além de melhoras na parte física, a amizade que desenvolveu com companheiros de duas rodas só crescia. Mas os ciclistas que o conheciam pedalarão um pouco mais tristes na noite desta quarta-feira (27). Em 2018, Oliveira foi atropelado por um Honda Civic na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, zona sul. Ele foi socorrido e internado na Santa Casa, mas não sobreviveu.


De acordo com a Polícia Militar, o acidente foi protagonizado por Jean Carlos de Vargas, 32, que permanece solto até hoje. Na época, ele fugiu e só foi preso na avenida Paraná, no centro. O rapaz disse aos PMs que pensou ter atropelado um animal. Beneficiado com uma decisão judicial, o motorista não está usando tornozeleira eletrônica, mas impedido de dirigir e deixar a cidade sem autorização. O Ministério Público o acusou por homicídio com dolo eventual por acreditar que ele estava embriagado e em alta velocidade.

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Segundo o organizador da pedalada, Valdir França do Prado, o percurso de 18 km começará na Praça Nishinomiya, ao lado do aeroporto, e vai terminar no local do acidente, onde será feito um minuto de silêncio. Agentes da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) acompanharão o comboio. A concentração será às 19h30. A partida está programada para 20h. "Todos que gostam de andar de bicicleta estão convidados", comentou. No ano passado, um ato semelhante foi realizado.


Prado criticou a lentidão do processo, que até agora só teve uma audiência para ouvir testemunhas. "Parece que a defesa dele (Jean) só quer atrasar a ação. É pouco para um acidente tão grave. Infelizmente temos brechas na lei que permitem essa protelação". Em junho, sete pessoas foram ouvidas, quatro de defesa. Entre as arroladas pela acusação, duas são policiais militares que prenderam o condutor e um vigia de uma empresa que fica perto do local da batida.

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Jean Carlos de Vargas ainda não tem data para ser interrogado.


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