Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
'Fora de área'

MP cumpre mandados de busca e apreensão em operação por suspeita de desvios no DER

Redação Bonde com assessoria de imprensa
27 jul 2022 às 11:49
- Ricardo Chicarelli/Arquivo Folha
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Os núcleos de Guarapuava do Gepatria (Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braços especializados do MP (Ministério Público) do Paraná, cumprem nesta quarta-feira (27) seis mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão, no âmbito da Operação Fora de Área. 


São investigados os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro possivelmente cometidos por organização criminosa com atuação a partir de contratos mantidos pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagens do Paraná). As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Guarapuava.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Funcionamento

Leia mais:

Imagem de destaque
Vinha para Londrina

Policial militar de 23 anos morre em colisão frontal na BR-369, em Cornélio Procópio

Imagem de destaque
Entenda

PF prende em SP grupo suspeito de trocar malas em aeroporto para traficar drogas

Imagem de destaque
Crime foi gravado pelas câmeras

Polícia Civil investiga assalto à praça de pedágio de Jacarezinho

Imagem de destaque
Tentou fazer de novo e foi detido

Homem aluga carro, vende o o veículo e acaba preso por estelionato em Londrina


De acordo com apuração do MP, uma empresa contratada pela autarquia estadual para serviços variados, que incluíam desde roçada a obras de engenharia, executava trabalhos incompletos ou irregulares sem que houvesse efetiva fiscalização, nem pelos servidores do próprio DER, nem por empresa terceirizada contratada em 2018 especialmente para essa finalidade. 

Publicidade


As investigações demonstraram, inclusive, que houve falsificação de algumas medições, o que teria motivado atuação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Paraná. As apurações do MP identificaram ainda a existência de relações mantidas por funcionários do DER com a empresa a partir de contratos firmados em 2012.


Em um contrato de 2018 mantido pelo DER para a duplicação da PR 466 em Guarapuava, a auditoria do TCE estimou prejuízo de R$ 4.246.057,58 em razão da qualidade inferior do pavimento aplicado. O dinheiro teria sido desviado em benefício de servidores e de um grupo empresarial sediado em Guarapuava, com filiais em Francisco Beltrão e Cascavel e no Paraguai. Na auditoria, o TCE apontou que o órgão estadual deveria ter rejeitado a execução do contrato por deficiência.

Publicidade


Os valores repassados em benefício dos servidores teriam sido dissimulados por meio de transferências (feitas pela empresa contratada pelo DER e por seu proprietário) para uma empresa de fachada. Foram identificados repasses de valores (entre janeiro de 2017 e dezembro de 2018) pela empresa contratada pelo DER e por seu proprietário para empresa do marido de uma servidora, que totaliza R$ 1,145 milhão – valores que em seguida eram transferidos para contas de empresa familiar ou de familiares. Apura-se também como pagamento de propina para um servidor o recebimento de um veículo, além de pagamento das despesas pessoais em um supermercado de Guarapuava.


Mandados


Os alvos dos mandados de prisão cumpridos nesta quarta-feira são o proprietário e dois funcionários do grupo empresarial investigado, dois servidores do DER responsáveis pela fiscalização dos contratos suspeitos e o marido de uma servidora. Os mandados de busca são cumpridos em nove residências (sete em Guarapuava, uma em Ponta Grossa e uma em Pitanga), três salas de trabalho no DER (uma em Guarapuava e duas em Ponta Grossa) e sete empresas (seis em Guarapuava e uma em Ponta Grossa).


O nome da operação faz alusão ao fato de que, de acordo com as apurações, os servidores do DER, embora recebendo semanalmente diárias para locomoção até as rodovias para a fiscalização de obras e serviços, permaneciam em suas residências ou na sede da autarquia onde estavam lotados. O recebimento indevido das diárias, que caracteriza crime de peculato, gerou, somente em 2019, prejuízo aos cofres públicos estimado em pelo menos R$ 14 mil.

Publicidade

Últimas notícias

Publicidade