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Após vazamento de dados

PT rejeita pedidos de filiação com nomes da família Bolsonaro

O PT excluiu nesta terça-feira (2) pedidos de filiação feitos ao partido com supostos dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de seus filhos Carlos e Eduardo.

Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR


Internautas tentaram fazer o processo de filiação após um grupo de hackers que se identifica como Anonymous Brasil ter anunciado o vazamento de informações atribuídas à família Bolsonaro e a aliados na segunda-feira (1º).

Segundo o PT, os pedidos nem sequer chegaram a ser processados. "Os prints distribuídos correspondem tão somente à entrada dos pedidos no sistema", afirma em nota a assessoria do partido. Uma situação semelhante havia ocorrido em abril, quando dados do ministro-chefe Augusto Heleno vieram a público.

Na ocasião, as informações pessoais de Heleno passaram a circular depois que ele publicou exame que mostrava que seu último resultado para o teste d o novo coronavírus havia dado negativo. Além do resultado, o documento mostrava CPF, RG, nome completo, data de nascimento e outras informações sobre o paciente, que, posteriormente, publicou versão do documento com tarjas.

Nesta segunda-feira, também foram expostos dados atribuídos à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e ao deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP). Pouco depois, as informações foram retiradas do ar.

"A turma 'pró-democracia' vazou meus dados pessoais e de outros na internet. Após vermos violações do direito à livre expressão, agora ferem a privacidade. Sob a desculpa de 'combater o mal', justificam seus crimes e fazem justamente aquilo que nos acusam, mas nunca provam!", escreveu o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) em sua conta no Twitter.

Garcia, também pela rede social, confirmou que seus dados são verdadeiros e disse que faria um boletim.

O ministro Weintraub, a militante Sara Winter e Douglas Garcia (PSL-SP) também foram inscritos no PT -e, posteriormente, excluídos do sistema do partido.

Procurado pela reportagem, o grupo Anonymous afirmou que divulgou o número do CPF, telefones e Whatsapp, e-mails, endereços, renda e bens. No site da Justiça Eleitoral há uma lista dos bens e salários de todos os políticos, porém, dados pessoais não são públicos.

"Os dados foram soltos no dia 1 de janeiro, às 21h30, pelo @AnonymouBrasil. Depois disso houve uma discussão com o Douglas [Garcia] e fomos suspensos", afirmou o grupo.
Mônica Bergamo - Folhapress
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