A vitória sobre o Chile, como visitante, chegou a animar algumas pessoas, mas foi apenas um breve lampejo da Seleção Brasileira. Time que voltou a mostrar sua face real no ridículo empate em 0 a 0 com a fraca Bolívia, em pleno Engenhão. Jogo que provou novamente que Dunga segue ainda a anos-luz de distância de se tornar treinador, o que não deve acontecer até o final destas Eliminatórias e nem na Copa do Mundo, caso o comando técnico seja mantido até lá.
Por enquanto, o que se vê em campo a cada partida da equipe nacional é um amontoado de jogadores que pouco sabem sobre seu papel tático. Provavelmente porque este tipo de informação não lhes é passado. Ao menos é o que o ''treinador'' deixa transparecer ao escalar o time e, principalmente, nas substituições. Por isso o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não soube aproveitar a deixa da torcida, que pediu a cabeça de Dunga, e o mantém no cargo, ao menos até a rodada dupla de outubro. Para compensar, deve nomear um ''interventor branco'', que terá a missão de instruir o técnico a melhorar seu trabalho. Algo difícil de acontecer.
Novo gênio
Um alemão, em uma equipe ascendente, bom na chuva e bastante sólido em sua pilotagem. Este filme, que lembra em muito aquele das primeiras exibições de um certo Michael Schumacher, agora se repete com Sebastian Vettel. Que desde o ano passado já vem mostrando um enorme talento e um potencial a ser desenvolvido em equipes melhores. Desta vez, Vettel tornou-se de uma só vez o mais jovem piloto a fazer a pole e a vencer uma prova. Ajudado pela chuva nos treinos, provou na corrida que o bom desempenho não foi por acaso, e mesmo com todos os seis pilotos das três melhores equipes (Ferrari, Mclaren e BMW) tendo cegado ao final, não deu chances a nenhum deles e venceu com a naturalidade que só os grandes campeões deixam transparecer. Olho nele.
Embolado
Bastou um tropeço do Grêmio e a ainda mais surpreendente ascensão do Ipatinga, para que o Brasileiro voltasse a ficar embolado nas duas pontas da tabela. Provando que o equilíbrio é a tônica da competição, desmentido eventualmente por domínios momentâneos (como os do Flamengo no início e do próprio Grêmio nas últimas rodadas), hoje já é difícil apontar quem será o campeão, os classificados à Libertadores e também as quatro que cairão para a Série B (condição que o Ipatinga parecia condenado a não mais do que três rodadas atrás).
Briga aberta em quase todas as posições, que quebra de vez qualquer argumento daqueles contrários à fórmula de pontos corridos. Que, além de ser a mais justa, permite que todos os concorrentes passem o todo o campeonato brigando por algum objetivo. Algo que não acontecia no antigo sistema com uma fase classificatória seguida por oitavas, quartas, semifinais e finais.
Nota 10
Para Sebastien Vettel, que tem tudo para ser um futuro campeão da F-1.
Nota 0
Para Ricardo Teixeira e seu fiel escudeiro Dunga, pelos crimes contra o patrimônio nacional que é a Seleção.