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Menos do que parece

18 out 2007 às 11:00
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Apesar da goleada de 5 a 0 sobre o Equador, ainda é muito cedo para festejar a "nova" seleção. Que mais uma vez deixou a desejar na maior parte do tempo, só chegando ao placar dilatado graças a lances isolados e jogadas individuais.

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Nem mesmo o Maracanã lotado foi capaz de fazer o time de Dunga jogar bem, e os primeiros 45 minutos foram tediosos, como tem sido o futebol da equipe. Sem nenhuma variação tática e quase incapaz de utilizar os lados do campo, o Brasil passou boa parte do 1º tempo observando os equatorianos tocarem a bola, abrindo mão de qualquer marcação mais forte.

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E quando sofriam com as vaias da torcida, ao jogadores brasileiros acharam o gol que abriu o placar. Bastou um bom passe de Robinho, e uma subida ao ataque de Maicon para deixar Vágner Love na cara do gol, já sem goleiro. O atacante, que fez sua melhor atuação com a "amarelinha", já havia acertado a trave e depois ainda concluiu com perigo outras três vezes.


Mas o gol foi praticamente a única jogada de destaque antes do intervalo. Kaká, Ronaldinho e Robinho, apagados, pouco produziam e frustravam a festa armada no Maracanã. A parte final do jogo começou da mesma forma e quando o Equador - com um time muito inferior ao que foi às duas últimas Copas - ameaçava empatar, Ronaldinho desviou um chute errado de Kaká para ampliar o marcador. O craque gaúcho melhorou bastante no 2º tempo, chamando o jogo e levando perigo ao adversário com belas arrancadas.


O gol de Ronaldinho minou a resistência da equipe visitante, que reduziu o ritmo e cedeu espaços para a goleada. Que começou a ser construída com um golaço de Kaká, que bateu de curva, no ângulo, em seu único lance memorável na partida - prestes a ser eleito, com merecimento, o melhor jogador do mundo na última temporada, o apagado meia ainda marcou outro, em frangaço do goleiro.

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Mas o melhor momento estava reservado a Robinho, que deu um drible - de letra - desconcertante, quase em cima da linha de fundo antes de tocar para a conclusão de Elano. No fim a festa foi bonita, mas o time mostrou que ainda há muito trabalho pela frente. A falta de variações táticas é patente e prova que Dunga pode ser um bom motivador, mas ainda não pode ser considerado um técnico de verdade.


Avaliações


Júlio César - Seguro, foi pouco ameaçado mas já dá mostras que tomou conta da posição - nota 7;


Maicon - Apoiou menos do que deveria, mas fez excelente jogada no 1º gol - 7;


Lúcio - Menos afobado do que na Colômbia, rechaçou os ataques adversários - 7;


Juan - Forma uma boa dupla com Lúcio, com um pouco mais de técnica e uma melhor saída de bola - 7;


Gilberto - Marca bem, mas não apóia, o que fez muita falta em uma partida que começou difícil. Ainda fez pênalti infantil, ao cortar a bola com a mão, com a complacência da arbitragem - 2;


Mineiro - Talvez o único a não aceitar o domínio da posse de bola equatoriana. Bem na marcação, mas errou passes simples - 6;


Gilberto Silva - Aceitou o domínio equatoriano. Discreto demais nas saída de bola - 5;


Kaká - Não jogou bem, mas tem estrela. Errou dois chutes que viraram gols e marcou um golaço, que justifica a nota - 7;


Ronaldinho - Apagado no início, chamou a responsabilidade no 2º tempo e fez o gol que tranqüilizou o jogo - 7,5;


Robinho - Demorou para aparecer, mas fez a jogada mãos bonita do jogo - 7;


Vágner Love - Finalmente jogou bem pela seleção. Se movimentou bastante, concluiu diversas vezes e foi premiado com um gol - 7,5;


Elano - Jogou o tempo suficiente para completar a pintura de Robinho - 6;


Diego - Sem tempo para nada - sem nota;


Dunga - Alterna o destempero emocional nas entrevistas coletivas com a falta de iniciativa para mudar os rumos de uma partida difícil. Sua equipe não demonstra ter variações táticas e não leva riscos nas bolas paradas. Jogando em casa, e ganhando o jogo, trocou, novamente, um atacante por um volante. Quem ganhou o jogo foram os jogadores - 1.


Sem surpresas


Ao final das duas primeiras rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas, Argentina - única com 100% de aproveitamento, Brasil, Paraguai, Uruguai seriam os classificados para a Copa. A única surpresa é a luta de Chile e Venezuela pela vaga na repescagem deixando Colômbia e Equador para trás. Quadro que pouco deve mudar até o final da disputa, principalmente pelo baixo nível técnico das seleções, com as raras exceções de Argentina e Brasil. No mês que vem, serão mais duas rodadas para desenhar melhor o panorama.


Na Ásia, até o final do mês outras 16 seleções se despedirão da Copa 2010, juntando-se a Macau, com o fim da 1ª fase, disputada em jogos de ida-e-volta. E na África, Madagascar (6 a 2 nas Ilhas Comores) e Serra Leoa (1 a 0 em Guiné-Bissau) saíram na frente nos três confrontos da fase preliminar, com jogos de volta em novembro. Djibuti e Somália completam a fase em jogo único. E na Oceania a Nova Zelândia saiu na frente no quadrangular que classifica duas equipes para a disputa da vaga na repescagem contra o 5º melhor asiático, batendo Fiji por 2 a 0.


Enquanto a Copa não vem


Na Europa a bola ainda rola no classificatório para a Eurocopa do ano que vem. Faltando duas rodadas, Alemanha, República Tcheca, Grécia e Romênia já se juntaram às anfitriãs Áustria e Suíça para a fase final. Holanda, Croácia, Polônia, Portugal, Suécia e Espanha também estão muito próximas da classificação. Que tem duas disputas emocionantes. A primeira entre França, Escócia e Itália pelas duas vagas do Grupo B. A outra entre Inglaterra e Rússia no Grupo E. As decepções são as fracas campanhas de Turquia - presente nas duas últimas Copas -, Dinamarca e Ucrânia (esta já sem chances).


Já as surpresas são alguns dos tradicionais sacos de pancadas. Luxemburgo conseguiu sua segunda vitória em competições oficiais após jejum de 12 anos - 55 jogos - ao passar pela Bielorússia, fora de casa, pelo placar mínimo. E Liechtenstein, que só havia vencido uma vez em jogos das Eliminatórias da Euro ou do Mundial, já tem dois triunfos na campanha atual depois de marcar 3 a 0 na Islândia (antes, venceu a Lituânia por 1 a 0 e soma sete pontos, mesmo que na lanterna, de seu grupo).


Resultados que beiram o exotismo, mas que fariam os idiotas da objetividade reafirmar que não existem mais bobos no futebol. Desculpa preferida para as retrancas tão apreciadas por Parreira, Zagallo e o discípulo Dunga.


Nota 10


Para os poucos momentos de brilho de Robinho, Ronaldinho e Kaká, suficiente para a vitória brasileira.


Nota 0


Para o ufanismo da emissora chapa-branca, tentando transformar um jogo que esteve longe de ser brilhante em uma exibição épica do Brasil.

Para a CBF, por deixar a seleção dois anos afastada de sua torcida e sete anos longe do Maracanã apenas para ganhar uns trocados a mais.


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