Bala na área

Enchendo a bola e o bolso

31 dez 1969 às 21:33

Com a Copa do Mundo de 2014 confirmada no Brasil, a CBF segue nas negociações com as 18 cidades candidatas a sediar jogos do Mundial. Para isso organizou um seminário em que cada município reapresentou seus projetos, muitos deles faraônicos, numa clara demonstração do esperado desperdício de dinheiro público que deve deixar o imoral Pan-2007 comendo poeira.

Das 18 concorrentes, cinco já estão garantidas como sub-sedes da competição: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte pela história no esporte e Brasília por questões meramente políticas (afinal, os mandatário de plantão não vão perder e chance eleitoreira de ver ali em seu quintal um belo elefante-branco que simbolize a Copa).


E a briga pelas vagas restantes (de cinco a sete, dependendo do aval da Fifa) é ferrenha e cada cidade tenta puxar o tapete das demais. Desde o anúncio oficial da vinda do Mundial, políticos de Norte a Sul do país organizam caravanas para beijar a mão de Ricardo Teixeira, que nunca esteve tão por cima - curiosamente, pouco tempo depois de sofrer com uma CPI que investigou os subterrâneos do futebol brasileiro, infelizmente sem grandes resultados.


Até o início de 2009, quando as sedes serão finalmente anunciadas, muita água (e muita grana) vai passar por baixo desta ponte. Mas o ideal mesmo seria que a Fifa revisse esta idéia amalucada de trazer a Copa para o Brasil, algo que só servirá para enriquecer muita gente por aí.


Sem ferradura


Bastou Michael Schumacher e parte do staff técnico deixar a equipe para a Ferrari voltar a seus velhos tempos de oficina de fundo de quintal. Erros como o do reabastecimento de Felipe Massa na histórica corrida de Cingapura - primeira noturna e 800ª da F-1 - são inadmissíveis para uma escuderia que disputa os títulos de pilotos e construtores. Desta vez, o time do ''cavalino rampante'' perdeu a ferradura.


Mas, mais do que o erro dos vermelhos, o que mais chamou a atenção foi o fantástico desempenho de Fernando Alonso. Partindo do 15º lugar, o bi-campeão ganhou três posições na largada e galgou outras ao longo da prova. E contou com sorte e uma estratégia diferente das dos demais pilotos para aproveitar a bandeira amarela e vencer com maestria. Feito ainda mais relevante porque, dos grandes favoritos, apenas Kimi Raikkonen (que em nenhum momento esteve próximo do espanhol) não completou a prova. Mesmo Massa, caso não tivesse tido problemas no reabastecimento não iria além da disputa pelo 3º lugar com Lewis Hamilton. O inglês, aliás, saiu de Cingapura com sete pontos de vantagem e agora só precisa administrar a folga para ser campeão (se Massa vencer as três prova restantes, Hamilton dependerá de três segundos lugares para ficar com o título).


Cada vez melhor


A goleada que o Inter impôs ao rival Grêmio animou de vez o Brasileirão. Ponto máximo da sensível queda de rendimento do ex-líder da competição até o momento, o surpreendente resultado pode ser considerado o divisor de águas da campeonato. Que passa a ter o Palmeiras como principal candidato ao título, com o próprio Grêmio, São Paulo, Cruzeiro e Flamengo correndo por fora. Bem como Goiás, melhor time do 2º turno, e Inter, também em ascensão, e que logo devem deixar para trás os irregulares Botafogo, Coritiba e Vitória.


Nota 10


Para Fernando Alonso, que provou que um legítimo campeão nunca perde a majestade.


Nota 0

Para a farra com dinheiro público que deve ser o principal marco da Copa do Mundo 2014.


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