Começou. Depois de quatro anos de espera, novamente os melhores atletas do mundo nas mais diversas modalidades já disputam mais uma edição dos Jogos Olímpicos. Que este ano estão recheados de polêmicas, de problemas com poluição e falta de liberdade na China, mas disputados em estádios, ginásios e raias que com certeza já têm espaço entre os melhores do mundo.
Para o Brasil, a competição começa com uma série de esperanças de bons resultados no vôlei, atletismo, judô, hipismo, ginástica artística, natação, iatismo e futebol, talvez o menos olímpico de todos os esportes. Além de expectativas de boas participações em outras modalidades, mesmo que sem grandes chances de conquistar medalha.
Mas, apesar disso, o que mais chama atenção na delegação brasileira às vésperas da abertura oficial é a perda no vôlei de praia. Mesmo com muita insistência, Juliana não conseguiu resistir à grave contusão no joelho e desistiu de jogar. Em seu lugar, Ana Paula fará dupla com Larissa, o que deve reduzir as chances de medalha já que com certeza faltará entrosamento entre as duas. Talvez se a decisão de Juliana fosse mais antecipada as novas companheiras tivessem mais tempo para treinar, chegando à competição em um nível competitivo mais adequado. Mas como tanto Ana quanto Larissa são excelentes jogadoras, podem até surpreender e garantir um lugar no pódio.
Que venham os jogos para descobrimos isso.
Crise paranaense
Das quatro equipes do Paraná que seguem na disputa das três divisões do Campeonato Brasileiro, apenas o Coritiba está imune à crise. Que é bastante grava no Atlético, que começa a ver sua permanência na Série A ameaçada por uma seqüência inexplicável de erros, que passam por contratações equivocadas, escalações mal-feitas, mas teve início com a precipitada e inconseqüente demissão e Ney Franco. O treinador, que fazia um trabalho no mínimo razoável, foi crucificado por problemas que vinham de dentro das quatro linhas, já que o elenco do Furacão não tem a excelência técnica que alguns diretores do clube acreditam ter.
Fato comprovado pela irrisória campanha que a equipe teve sob o comando de Roberto Fernandes, que além de sofrer com diversas contusões e afastamentos de jogadores pela diretoria, não conseguiu dar padrão de jogo ao time, que alternou raras boas apresentações com verdadeiros fiascos, como na derrota por 3 a 0 para o Botafogo, na Arena, que colocou o time na briga contra a queda.
Uma divisão abaixo, a decepção da vez é o Paraná, que também demitiu seu segundo técnico na competição, depois que Paulo Bonamigo e Rogério Perrô fracassaram na árdua tarefa de ensinar aos atacantes tricolores como é que se chuta a gol. Além da deficiência técnica, o nervosismo é o que mais tem atrapalhado o time da Vila Capanema, que passou quase um ano sem vencer fora de casa no Brasileirão, e agora parece não saber mais vencer em seus domínios. E se aproxima perigosamente da zona do rebaixamento para a 3ª divisão.
Para finalizar, na Série C é o Toledo que está na berlinda. Não porque foi mal dentro de campo, mas devido a uma grave suspeita de ter combinado o resultado de sua partida contra o Marcílio Dias, que garantiu provisoriamente a permanência dos dois clubes no campeonato. Se for condenado pela eventual armação, o Porco pode ser eliminado, abrindo espaço para o ressurgimento do Engenheiro Beltrão, que pouco fez para merecer a vaga - e não passou da primeira fase, a exemplo do J. Malucelli.
Nota 10
Para Felipe Massa, que fez uma corrida perfeita na Hungria e só não venceu porque o carro o deixou na mão. O brasileiro esteve muito perto de assumir a liderança isolada do Mundial de F-1, mas teve que se contentar com um terceiro lugar, que pode ser revertido até o final do ano.
Nota 0
Para o futebol paranaense, que já viu a decisão do vice-campeão da Divisão de Acesso local parar no "tapetão" e agora vai mal em nível nacional, salvo apenas pelo Coxa.
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