Como já era esperado, Coxa e Vermelhinho conquistaram as vagas na final do paranaense. O time da capital ainda passou sufoco frente a um esforçado Londrina, se classificando apenas pela vantagem de dois empates. O Paranavaí despachou o Prudentópolis vencendo a segunda partida para festa da torcida que lotou o estádio.
A final será um duelo de invictos, com amplo favoritismo para o Coritiba, principalmente se a primeira partida não puder ser disputada em Paranavaí, já que o regulamento exige estádios de maior porte para as finais. Mas surpresas não podem ser descartadas.
Os melhores
A final do paulistão também não trouxe novidades. Depois da precoce eliminação do Santos, chegaram à final as duas melhores equipes que continuaram na competição. O Corinthians, que parece ter encontrado em Jorge Vágner um sucessor para a dinastia Ricardinho, voltou a jogar muito bem, principalmente pelo lado esquerdo, com Gil e Kléber. E na frente Liédson se mostra um artilheiro de verdade. Os problemas são a zaga e os volantes, que não dão muita segurança atrás.
Já o São Paulo alterna partidas memoráveis com outras em que parece adormecer em campo. Se conseguisse uma seqüência de boas partidas seria o melhor time do Brasil. Quando estão inspirados, Ricardinho, Kaká, Reinaldo e Luís Fabiano atropelam os adversários. Mas a zaga é uma peneira, principalmente quando Maldonado não joga.
Eterna bagunça
O Caixão 2003, homenagem ao glorioso Caixa D’Água, continua mostrando a competência dos dirigentes cariocas para armar confusão. Dentro de campo, com show de Marcelinho, o Vasco praticamente já garantiu a primeira vaga na final. Flamengo e Fluminense ainda lutam pela outra. Mas fora de campo o circo está armado, já que cruz-maltinos e rubro-negros utilizaram jogadores irregularmente nas semifinais.
Beneficiados pela absolvção em julgamentos antecipados, Fernando e Jorginho, do Flamengo, e Marcelinho, do Vasco, não cumpriram suspensão automática por expulsão. Ocorre que a Fifa determina que isso não pode acontecer em nenhuma hipótese e o caso deve ir para os tribunais. Mais uma vez o tapetão entra em cena.
A “nova” Fórmula 1
As mudanças das regras dos treinos surtiram algum efeito na corrida de abertura do Mundial de Fórmula 1 na Austrália. Numa prova que chegou a lembrar o velho desenho “Corrida Maluca”, aconteceu de tudo um pouco e a Ferrari não conquistou um pódio depois de uma incrível seqüência de 53 provas.
Mas ainda é cedo atribuir apenas ao novo regulamento o “surpreendente” resultado. Até porque os três primeiros colocados pertecem às duas outras equipes que podem desafiar o poderio vermelho, McLaren e Williams. Surpresa seria a Minardi em primeiro e a Jaguar em segundo.
Mas mesmo assim a corrida foi de entusiasmar. A pista úmida do começo fez com que muitos pilotos escolhessem, erroneamente diga-se de passagem, pneus de chuva. Mas a vantagem de quem largou calçado para pista seca, como Montoya, foi para o espaço nas duas vezes em que o carro-madrinha saiu dos boxes para evitar novos acidentes como os de Barrichello e Firman.
Daí para a frente foi um festival de paradas no boxe e erros dos principais candidatos à vitória. Raikkonen, o melhor da corrida, ganharia a prova se não tivesse ultrapassado a velocidade máxima permitida no boxe. Schumacher teve problemas com defletores aerodinâmicos porque teve que passar por cima de zebra e grama quando tentou, e não conseguiu, ultrapassar o finlandês. Montoya rodou sozinho e com tudo isso, Coulthard, sem cometer nenhum erro mas sem fazer nada de mais, ganhou de presente a vitória e a liderança do campeonato, que esteve com Schumacher nas últimas 37 corridas.
Tomara que continue assim.
Nota 10
Para o jornalista Tino Marcos, que em crônica na semana passada descreveu como ninguém porque, apesar de toda a bagunça, os torcedores ainda gostam de futebol. Para Max Mosley, que oxigenou as regras da Fórmula 1 e, com um pouco de sorte, viu uma prova com reais disputas por posições.
Nota 0
Apesar de ser repetitivo, para Eduardo Viana e seu Caixão 2003 e para Farah e seu regulamento medíocre, que nem ele cumpre. Para Euricão e Hélio Ferraz, por mais uma lambança.