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Abe Sapien e o Professor Groom: Personagens bizarros. - Divulgação
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O bom diabo

30 jul 2004 às 11:00
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Desde 2000, ano em que os mutantes de X-Men ganharam as telas, o cinema americano solidificou como subgênero o "filme de história em quadrinhos". Apesar do grosso da produção ser baseado nos coloridos heróis das gigantes Marvel e DC, a classificação também acolhe filmes mais "sérios" como Estrada para Perdição, baseado em uma HQ de Max Allan Collins. Em meio a tudo isso, os estúdios começam a investir nos materiais mais alternativos. No ano passado, a Liga Extraordinária, baseada nos quadrinhos de Alan Moore, foi mal e porcamente adaptada para o cinema: o espírito original da série foi mutilado, por conta de mudanças significativas que descaracterizaram completamente a história. Nesse sentido, Hellboy (2004) é a Liga Extraordinária que deu certo. Ou quase.

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Hellboy é a história de um pequeno demônio surgido durante a Segunda Guerra Mundial, através de um ritual de magia realizado pelos nazistas. A criatura é resgatada pelos americanos e, já crescido, atua como membro de uma equipe altamente secreta do FBI que investiga fenômenos paranormais. Para isso, Hellboy conta com a ajuda de Abe Sapien, espécie de homem-peixe sensitivo, e Liz Sherman, uma garota que tem o poder de gerar chamas.

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O diretor Guillermo Del Toro, admirador confesso do personagem, têm o mérito de criar o mesmo clima dos quadrinhos. A participação direta do criador Mike Mignola na produção também ajuda – não há grandes alterações da trama iniciada pela HQ.


Isso, mais o fato de que diretor e autor só toparam realizar Hellboy com o ator Ron Pearlman no papel do protagonista, faz com que o filme seja extremamente fiel a sua fonte. Então, por que nem tudo funciona tão bem?

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Talvez porque apesar de Hellboy ser um conceito bastante interessante, o desenvolvimento da história é meio limitado, envolvendo outras monstruosidades e um apocalipse demoníaco. Já era assim nos quadrinhos – as boas histórias de Hellboy são curtas e estender toda a bizarrice do universo do personagem por quase duas horas eventualmente resvala nos lugares comuns típicos desse tipo de cinema.


Mesmo assim, trata-se de um filme feito sob medida para todo tipo de fanboy – como o próprio Del Toro – que vai reconhecer o traço de Mignola nos cenários e no design dos personagens. Esse respeito e carinho com a sua fonte dão força ao filme. Existem ainda fatores interessantes e nada convencionais no que se espera de uma história de "super-heróis", mas falta uma explicação mais clara das coisas para quem não tem prévio conhecimento do personagem .

Finalmente, falta a Hellboy um mínimo da densidade que faz de Homem-Aranha 2, por exemplo, um grande filme. Contudo, a pretensão dos autores parece ser apenas contar uma história de horror leve e bem-humorada. Sob esse aspecto, não há o que discutir: Hellboy é ágil e diverte, mesmo estando apenas na média dos filmes de ação.


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