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Inflação: queda em setembro não é garantia de juros estáveis em outubr

11 out 2004 às 11:00
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O IBGE divulgou dia 08/out os resultados do IPCA referente ao mês de setembro. O indicador registrou alta de 0,33% após atingir em agosto 0,69%. Vale lembrar que o IPCA é o indicador utilizado para balizar as decisões de política monetária dentro do sistema de metas de inflação.
O resultado ficou ligeiramente abaixo da nossa expectativa e também da média das projeções do mercado, ambas estavam em torno de 0,4%.
No resultado acumulado dos últimos 12 meses encerrados em setembro, a taxa caiu para 6,70% contra 7,18% registrados até agosto.
No acumulado do ano, o indicador registra 5,49%. Considerando nossa expectativa média de 0,5% ao mês até dezembro, o IPCA projetado cai para 7,1% ante 7,4%. Ou seja, há espaço suficiente para acomodar um reajuste de combustíveis em torno de 10% e, ainda, cumprir a meta de inflação dentro do limite máximo permitido para este ano (8%).A redução do IPCA em setembro em relação ao mês de agosto deveu-se ao esvaziamento da pressão de alta da tarifa de energia elétrica e maior intensidade de queda do grupo Alimentos e Bebidas, que registrou deflação de 0,19% ante +0,85% em agosto. Houve ainda o arrefecimento nas taxas dos combustíveis que derrubaram a taxa do grupo Transporte para 0,36% em setembro ante 1,21% em outubro.

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EXPECTATIVA PARA O IPCA DE OUTUBRO:
Nossa expectativa para o IPCA de outubro é que o índice suba um pouco em relação a setembro e se estabeleça em torno de 0,5%.
A alta esperada deverá ser proporcionada pela regularização do preço dos alimentos in natura, que apresentaram forte deflação em setembro, além da expectativa de alta dos preços dos produtos semi elaborados (leite e carnes) e início da temporada de verão que, tradicionalmente, pressiona para cima os preços dos serviços de entretenimentos como, por exemplo, hotéis, cinemas, clubes, etc.

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REUNIÃO DO COPOM - EXPECTATIVA PARA OUTUBRO:
Como descrevemos em nosso Global Briefing de 05/out "IPC FIPE: forte queda em setembro não deve impedir alta dos juros". Há diversas razões para a autoridade monetária não elevar a taxa Selic na reunião de outubro. Contudo nós acreditamos que os juros subirão ao menos 0,25 p.p.
A expectativa de alta dos juros se apóia em alguns pontos. No entanto, o mais importante é que as decisões de política monetária são tomadas sobre uma perspectiva do comportamento das variáveis determinantes da inflação no médio e longo prazo.
Neste sentido, a expectativa de inflação para 2005 que, segundo o cenário de referência utilizado pelo Bacen, está acima do alvo perseguido pelo Copom: 5,6% contra 5,1% e a expectativa de aumento dos preços no varejo por conta da recuperação do emprego e da renda, são os principais pontos de observação do comitê.

Créditos: Alexsandro Agostini Barbosa é economista da Global Invest

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