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Sem exageros

Fique tranquila, o frio não faz mal para as crianças

Redação Bonde
22 jun 2009 às 08:44
As crianças são sempre muito ativas e a prática de exercícios aumenta a temperatura corporal, por isso, é necessário o uso de roupas adequadas - Reprodução
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O inverno começou neste domingo (21), mas o frio já chegou ao Paraná faz algumas semanas. Para quem tem bebê ou crianças em casa, o cuidado e a preocupação são sempre maiores. Entretanto, não é preciso exagerar demais para deixar o seu filho protegido das temperaturas mais baixas. "É preciso ter bom senso, pois o frio não faz mal nenhum. É importante que a criança esteja habituada a todas as temperaturas a que será exposta. Frio e vento não trazem consigo vírus ou bactérias. Ambientes fechados e cheios de gente são os fatores que fazem aumentar consideravelmente a propagação de doenças", esclarece o pediatra Lauro Linhares, do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba (PR).

A melhor maneira de evitar doenças no inverno é não ficar em lugares fechados e cheios de pessoas. Deixar a casa aberta e ventilada é importante para renovar o ar. "Ambientes arejados e ensolarados são sempre saudáveis", observa o pediatra. Mas é preciso tomar cuidado com a exposição solar. "O sol de inverno é tão perigoso quanto o de verão, por isso, é muito importante o uso de protetores solares durante o ano todo", lembra. E a velha história de "não tomar friagem" não é tão verdadeira assim. "Se a criança é habituada a mudanças bruscas de temperatura, ‘tomar friagem’ não causará danos à sua saúde", afirma.

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As crianças são sempre muito ativas e a prática de exercícios aumenta a temperatura corporal, por isso, é necessário o uso de roupas adequadas. "Jogar futebol ou correr com casacos e calças de lã não tem a menor lógica. Não é incomum a criança muito agasalhada suar e criar uma baixa na sua resistência orgânica, devido a uma desarmonia entre a temperatura corporal e a do ar inspirado", aponta o pediatra. Isto não significa que a criança não deve usar agasalhos mais pesados durante o inverno, mas caso ela sinta calor, não é necessário que permaneça com muitas roupas de lã. "O uso exagerado de agasalhos trará seguramente crianças muito mais sensíveis a variações de temperatura", observa.

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Uma alimentação mais calórica e com líquidos quentes auxiliam no controle térmico da criança. "É preciso tomar cuidado apenas para que a criança não coma demais antes de deitar, para evitar riscos de vômitos com broncoaspiração", salienta o especialista. Entretanto, alimentos e bebidas geladas não são proibidos nos dias mais frios. "Geralmente, consumimos estes alimentos para ‘nos refrescar’. Mas, não existe nenhuma restrição lógica ao consumo de alimentos frios ou gelados", diz.

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Ambientes aquecidos


Para aquecer o quarto do bebê ou das crianças, os pais devem primeiro arejar o ambiente entre as 10h e 15h. "Depois deste horário, fechamos o quarto para aprisionar o ar ‘limpo e aquecido’ das horas mais quentes do dia", explica Lauro Linhares. Ambientes não aquecidos não causam danos à saúde, mas caso seja necessário, um aquecedor pode ser ligado até no máximo às 21h. "Durante a noite a temperatura baixará gradativamente, e o bebê ou a criança não sentirão desconforto", comenta.


O uso de aquecedores deve ser regulado, principalmente no quarto de crianças e bebês, pois o aquecimento resseca o ar. "Se a umidade relativa do ambiente chega a menos de 30%, acontece um aumento de secreções na criança, já que o organismo tenta umidificar melhor este ar", conta o especialista. Este ar mais seco acaba dificultando a respiração e provocando desconforto respiratório. "Não é raro, bebês e crianças expostas a estas condições apresentarem falta de ar e ‘chio’ no peito, e necessitarem de internamento hospitalar ou inalações contínuas", alerta.

O pediatra lembra que, em caso de aquecedores, é recomendado usar os do tipo radiadores de água ou óleo. "Os riscos de queimaduras aumentam consideravelmente entre bebês e crianças nesta época de frio ocasionados, principalmente, por conta de queima de álcool no quarto e banheiros, por isso, essas prática devem ser totalmente abandonadas", salienta.


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