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Adultos analfabetos procuram a escola em busca de independência em Londrina

Douglas Kuspiosz - Especial para a Folha de Londrina
19 jun 2023 às 16:00
- Douglas Kuspiosz - Especial para a Folha de Londrina
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Aos 49 anos, a rotina escolar voltou a ser uma realidade para o autônomo José Roberto Rodrigues. Há cerca de quatro meses, ele se matriculou na EJA (Educação de Jovens e Adultos) e tem frequentado a Escola Municipal Carlos Kraemer, no Jardim Castelo, na zona leste. O motivo para retornar aos bancos escolares é a maior independência.


Cearense radicado em Londrina desde 1994, Rodrigues conta que não sabia ler nem escrever. O único contato dele com a escola aconteceu na infância, quando ainda morava no Ceará.

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“Às vezes você pede uma informação para a pessoa, e tem pessoa que não gosta de dar, não. Tem uns que leem para a gente, mas tem outros que não gostam. Já fala: ‘Não estudou, não?’, e é chato”, afirma, pontuando que está gostando da nova experiência. “Está boa, devagarzinho agora a mente vai abrindo e a gente já está indo, soletrando, e é gostoso a gente estudar, aprender pelo menos o básico.”

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A realidade de Rodrigues era a mesma de milhões de brasileiros com mais de 15 anos que não foram alfabetizados. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgados recentemente pelo IBGE, a taxa de analfabetismo no país caiu de 6,1%, em 2019, para 5,6%, em 2022. No entanto, ainda está longe de atingir a erradicação em 2024, que é uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação).

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Segundo a pesquisa, o índice está na casa de 3,9% no Paraná, o maior percentual da Região Sul. São Paulo (2,2%), Santa Catarina (2,2%), Rio de Janeiro (2,1%) e Distrito Federal (1,9%) têm as menores taxas do país, ao passo que Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%) têm as maiores.


A coordenadora da EJA em Londrina, Dilceia Cardoso de Lima, explica que 39 escolas atendem a Educação de Jovens e Adultos, com abrangência em todas as regiões da cidade, inclusive nos distritos. Atualmente, cerca de 650 alunos estão matriculados.

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Segundo Lima, há uma tendência de aumento nas matrículas após as chamadas públicas que são realizadas. A última foi em abril e a próxima está programada para agosto. “Geralmente após a chamada pública a gente tem cem, 110 alunos de matrículas novas”, diz.


Na avaliação da coordenadora, a EJA tem papel importante no combate ao analfabetismo. A prioridade é justamente esse trabalho de alfabetização de jovens e adultos, e o corpo docente é qualificado para isso, com formações quinzenais.


CONTINUE LENDO NA FOLHA DE LONDRINA. 


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Adultos analfabetos vão à escola em busca de independência
No Paraná, a taxa de analfabetismo da população com mais de 15 anos é de 3,9%, segundo pesquisa do IBGE
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