Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
A pedido da secretaria

Livro 'O Avesso da Pele', de Jeferson Tenório, é recolhido de escolas públicas no PR

Folhapress
07 mar 2024 às 10:50
- Divulgação
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Exemplares do livro "O Avesso da Pele", do escritor Jeferson Tenório, estão sendo recolhidos de escolas estaduais do ensino médio no Paraná. A determinação foi da Seed (Secretaria Estadual de Educação).

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Leia mais:

Imagem de destaque
Novo estudo

Perfil da pós-graduação muda no Brasil em 25 anos

Imagem de destaque
Cautelarmente

Professor de escola pública suspeito de assediar alunas é afastado pela Justiça em Castro

Imagem de destaque
Roni Miranda

90% dos pais aprovam escolas estaduais administradas por empresas, diz secretário do Paraná

Imagem de destaque
Atente-se ao prazo

Vestibulares de Inverno e EaD da UEM têm inscrições prorrogadas

Segundo a pasta, "a medida busca apoiar os professores no trabalho pedagógico aliado ao currículo e aos objetivos de aprendizagem em cada uma das etapas de ensino a partir do conteúdo exposto nas obras".

Publicidade


A secretaria informa ainda que "a temática abordada na referida obra literária é verdadeiramente importante no contexto educacional. A análise do livro, porém, mostrou-se necessária pelo fato de que, em determinados trechos, algumas expressões, jargões e descrição de cenas de sexo utilizados podem ser considerados inadequados para exposição a menores de 18 anos".


Vencedor do Prêmio Jabuti de 2021 de romance literário, o livro foi alvo de polêmica em uma escola de Santa Cruz do Sul, cidade no estado do Rio Grande do Sul.

Publicidade


Janaina Venzon, diretora da Escola Ernesto Alves, pediu pela censura do livro, que trata de questões raciais. Em vídeo postado em seu perfil do Instagram, Venzon classifica a obra como inadequada aos estudantes do ensino médio.


O vereador Rodrigo Rabuske (PRD), de Santa Cruz do Sul, também divulgou um vídeo em suas redes sociais na sexta (1º) em que repudia a obra.

Publicidade


"Lamentável o Governo Federal através do MEC adquirir esta obra literária e enviar para as escolas com vocabulários de tão baixo nível para serem trabalhados com estudantes do ensino médio. Solicito ao Ministério da Educação buscar os 200 exemplares enviados para a escola. Prezamos pela educação dos nossos estudantes e não pela vulgaridade, escreveu ela.


Com a repercussão, as vendas da obra aumentaram em 400% na Amazon.

Publicidade


O livro havia sido selecionado via PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático), programa que, junto ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), compra e distribui livros e materiais didáticos para professores e estudantes de escolas públicas de todo o país. A adesão ao programa, contudo, é opção das escolas.


Tenório se manifestou sobre o caso em suas redes sociais. "As distorções e fake news são estratégias de uma extrema direita que promove a desinformação. O mais curioso é que as palavras de 'baixo calão' e os oatos sexuais do livro causam mais incômodo do que o racismo, a violência policial e a morte de pessoas negras", escreveu.


O escritor ainda classificou a medida da Seed como "uma violência e uma atitude inconstitucional". Segundo ele, "não se pode decidir o que os alunos devem ou não ler com uma canetada. Não vamos aceitar qualquer tipo de censura".


Imagem
Paraná: Universidades estaduais estão entre as melhores da América Latina
As universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) estão entre as 100 melhores instituições de pesquisa do Brasil e entre as 200 da América Latina.
Publicidade

Últimas notícias

Publicidade