Pesquisar

Canais

Serviços

Divulgação
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
'UEL na luta contra o racismo'

UEL inicia atividades contra o racismo aprovadas pela Unesco

AEN-PR
15 set 2020 às 17:31
Continua depois da publicidade

A Universidade Estadual de Londrina deu início nesta terça-feira (15), às 15 horas, ao conjunto de ações da campanha "UEL na luta contra o racismo” Construídas em parceria entre a Cuia (Comissão Universidade para os Índios) e o Neab (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros), as ações foram aprovadas pela Cátedra Unesco Educação Superior e Povos Indígenas e Afrodescentes da América Latina.

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE


A elaboração da campanha envolveu professores e estudantes de vários centros de estudo e as atividades vão até novembro. Toda a programação poderá ser acompanhada pelas redes sociais do NEAB e no perfil UEL pela Igualdade.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade


Em 23 de setembro acontece uma Roda de Conversa online com a participação de professores e estudantes negros cotistas, negros estrangeiros e indígenas, que falarão contra o racismo na UEL. Também serão apresentados dois microvídeos produzidos pela Cátedra Unesco: Anny Ocoró Loango, do Conicet/Universidad Trés de Febrero (Argentina), e Marcia Mandepora Chundary, reitora da Unibol/Guarani (Bolívia), que abordarão a presença afrodescendente e do indígena nas universidades como fator fundamental na erradicação do racismo.


A roda de conversa terá a participação de 12 estudantes, seis indígenas e seis negros, que no próximo bimestre estarão à frente de uma série de ações para sensibilizar a comunidade acadêmica. Serão produzidos microvídeos de relatos de suas vivências e estratégias de superação do racismo na UEL. Participarão ainda da criação de uma logomarca para o site da campanha permanente UEL na luta contra o racismo.


Entre setembro a novembro, outros dez vídeos produzidos pela Cátedra serão veiculados no Projeto Tecendo Redes, que atua junto a outros coletivos e universidades brasileiras, na TV UEL (canal institucional), além de uma versão em áudio na Universidade FM. Todos com programação disponível online.

Continua depois da publicidade


PROPOSTA


Os microvídeos foram selecionados de forma a representar os segmentos afrodescendentes e indígenas de diferentes países. Sobre o primeiro, os personagens são: Joana Célia dos Passos (Brasil), Guilherme Diniz (Brasil), Henry Rebolleto (Colômbia), Francisca Marleide do Nascimento (Brasil) e Miriam Gomes (Argentina). No segundo, Daniel Loncon (Argentina), Nayra Eva Cachambi Patzi (Argentina), Eriki Miller Lima (Brasil), Shailili Zamora Aray (Argentina), Maria Calambas (Colombia).


SITE


No início de novembro ocorrerá o lançamento do site da campanha, onde serão postados os microvídeos produzidos pela comunidade da UEL, em conjunto com aqueles produzidos pela Cátedra Unesco. As publicações serão mensais, estendendo-se ao longo do calendário letivo de 2020/2021, em etapa posterior, como continuidade das ações.


A programação encerrará em 20 de novembro, com um seminário online para lançamento da campanha permanente UEL na luta contra o racismo, quando serão definidos encaminhamentos para ações permanentes de combate ao racismo na universidade. O evento ocorrerá no Dia da Consciência Negra no Brasil, que lembra a data da morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares, em 1695.


Para a professora Maria Nilza, do Departamento de Ciências Sociais, do Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH), coordenadora do Neab, este é um momento histórico na luta contra o racismo no Ensino Superior no âmbito da Cátedra Unesco, com a participação de várias Instituições de Ensino Superior no Brasil, América Latina e Caribe. Além destes aspectos, acrescenta, soma-se a parceria da Cuia e do Neab em ações antirracistas, numa luta comum para os dois órgãos da UEL com foco na população indígena e negra.

A professora Mônica Kaseker, do Departamento de CECA (Comunicação, do Centro de Comunicação, Educação e Artes), da coordenação da Cuia, diz que este é apenas um pontapé inicial no combate ao racismo na universidade, pois o desafio é de longo prazo e vai depender do envolvimento de todos os centros e departamentos, professores, colaboradores e estudantes, na revisão profunda dos modos de ver, pensar e agir em relação à questão racial.


Continue lendo