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Carreira executiva

Pipeline de liderança: a promoção de um CEO

Equipe Caput
31 out 2016 às 18:06
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No último post sobre Pipeline de Liderança, da série baseada nos estudos dos autores Ram Charan e Stephen Drotter, vamos falar da sexta passagem: a de gestor de grupo para gestor corporativo. É o momento em que o executivo chega ao topo da carreira empresarial e é nomeado o novo CEO de uma grande organização.

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Trata-se de uma posição de grande visibilidade e, ao mesmo tempo, responsabilidades que poucas pessoas conseguem suportar. Vários profissionais estrategistas e visionários fracassam justamente por não apresentarem as habilidades necessárias para este nível de liderança.

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Papel

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O Chief Executive Officer (CEO), que em português podemos traduzir como diretor executivo, é a pessoa com maior autoridade na hierarquia de uma organização. É papel do CEO garantir a execução da estratégia corporativa, ter a capacidade de colocar as pessoas certas nos lugares certos e ser um comunicador que inspira.


Também cabe a ele prestar contas a diferentes instâncias, desde conselhos de administração a analistas financeiros, investidores, parceiros, e time de funcionários. É bom lembrar, ainda, que o trabalho que esse executivo exerce é observado muito de perto por diferentes públicos e que ele precisa atuar com uma margem de erro muito pequena.

Desafios da passagem


– Grandes empresas costumam medir a capacidade de um CEO com base nos resultados que ele apresenta a cada trimestre. Por isso, o principal desafio é esse executivo entregar resultados financeiros consistentes e provar que merece estar na posição.


– Definir o direcionamento da empresa a nível mundial é outro ponto crucial do trabalho do CEO. Para isso, são necessários visão, tino estratégico e conhecimento profundo do mercado para identificar quais modelos de negócios gerarão mais lucro, por exemplo.


– Outro desafio da posição é cuidar do lado "soft" da empresa, ou seja, manter um bom clima organizacional e os funcionários motivados, mostrar-se próximo ao se comunicar com frequência com os colaboradores de vários níveis, ainda que por mensagens de e-mails.


– Garantir que as coisas sejam feitas conforme o planejado para que suas "promessas" aos conselheiros e acionistas sejam, de fato, cumpridas e sua credibilidade fortalecida. Para assegurar a execução, o CEO deve avaliar se o próprio desempenho está satisfatório e se sabe realmente o que está acontecendo em todas as esferas da organização.


– Esse executivo terá, agora, que conduzir a empresa em um contexto global, muito mais amplo. Isso significa garantir que a organização se mantenha atenta a questões ambientais, de segurança e de saúde e se posicione em relação a elas.


Sinais de que o CEO não está conseguindo fazer a transição


– Quando demonstra não saber como a empresa funciona, ignora a necessidade de ter as pessoas certas nos cargos certos ou não sabe usar da própria influência para superar obstáculos.


– Se passa a maior parte do tempo fora da organização. Claro que gerir relacionamentos além dos muros da empresa é parte do seu papel, mas o tempo gasto com essa "tarefa" precisa ser equilibrado. Como afirma Ram Charan: "Os CEOs que se dedicam a representar em vez de liderar muitas vezes conduzem a empresa (e a si mesmos) para o brejo".


– Se não dedica tempo suficiente ao lado "soft" do negócio. Questões relativas ao pessoal podem parecer muito complexas para os CEOs. Mas eles são os grandes responsáveis pelo pipeline de liderança e precisam se preocupar com o desenvolvimento de líderes.


– Outro sinal de que algo não anda bem é quando o executivo máximo da empresa não consegue dar respostas satisfatórias para os membros do conselho de administração. Um relacionamento ruim com o órgão pode representar falta de habilidade para ocupar a posição.


E o que a sua empresa pode fazer para que a transição seja bem-sucedida?


– O primeiro passo para ajudá-lo é esclarecer o verdadeiro papel do CEO, quais serão suas atribuições, responsabilidades e entregas.


– A empresa precisa observar e garantir, também, que o profissional escolhido para gestor corporativo tenha feito a transição de liderança em cada nível ao longo da carreira. Isso será fundamental para que ele chegue mais preparado para os desafios do cargo.


– Muitas companhias erram ao escolherem profissionais muito jovens que, apesar de habilidosos, visionários e estrategistas, não possuem maturidade suficiente para assumir a posição. Mais do que idade, na hora da escolha, elas devem analisar experiência e trajetória profissional.


– Para ajudá-lo na transição, a companhia pode atribuir a ele um grupo que tenha uma atuação bastante diferente daquela que ele estava habituado. Será importante aprender a lidar com um novo modelo de negócios.


– Outra ajuda fundamental é garantir que o CEO tenha alguém para lhe dar feedback e fazer o trabalho de coaching. Numa situação considerada ideal, tal papel pode ser desempenhado por um dos membros do conselho de administração.


Em resumo, o executivo que chegar a uma posição de CEO precisará saber garantir uma boa execução, escolher as pessoas certas, avaliar os resultados da empresa, construir bons relacionamentos internos e externos, desenvolver líderes e, acima de tudo, ter muita disposição para ouvir e aprender.

E para garantir o sucesso desse profissional, as organizações precisam se certificar de que ele tenha percorrido todas as passagens críticas do pipeline de liderança.


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