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Medo da nova cepa

Com a chegada da Ômicron, quase 18 mil paranaenses buscaram a primeira dose da vacina em janeiro

Redação Bonde com AEN-PR
18 jan 2022 às 17:53
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Com a chegada da variante Ômicron no Brasil e o primeiro caso confirmado no Paraná, em 12 de janeiro, 17.975 paranaenses foram até os postos de vacinação, entre os dias 1° e 14 de janeiro, em busca da primeira dose do imunizante contra a Covid-19.

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Segundo o levantamento do Vacinômetro Nacional, em dezembro de 2021, quando todos já podiam se vacinar, foram 59.691 imunizações (3.145 entre o Natal e dia 31). Em novembro, 288 mil.

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Semanalmente, as 399 secretarias de saúde municipais pedem para que a população não deixe de se vacinar com a primeira dose e que retorne aos postos para completar a imunização. Ainda assim, esses paranaenses preferiram não se imunizar na data indicada, já que o último público liberado em 2021 – adolescentes com idade entre 12 e 17 anos – teve as primeiras doses aplicadas em setembro. Agora, é possível que, devido à alta disseminação da nova cepa do vírus, tenham optado por se vacinar.


“Depois da chegada da variante Ômicron, estamos acusando a realização de várias doses de vacina em paranaenses que não tinham tomado sequer a primeira. Talvez tenha servido de susto, ou talvez não tenha servido de susto, mas seja também parte desse convencimento”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.


A variante Ômicron é aproximadamente duas ou três vezes mais transmissível que a Delta e tem muita semelhança com a transmissão do Sarampo. Ela se manifesta de forma menos agressiva que outras variantes da Covid-19, mas o secretário reforça que isso ocorre por conta da vacinação.

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“É importante frisar que os quadros têm sido leves, mas temos paranaenses que não tomaram nenhuma dose da vacina e ainda não retornaram para a dose de reforço. Se não houver a vacinação, casos mais graves vão acontecer", afirmou.


Transmissão


Segundo a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), já existe transmissão comunitária da nova variante no Paraná. Os dados podem ser constatados pela evolução de diagnósticos positivos em janeiro. Somente nos primeiros 18 dias, foram identificados 106.266 infectados. Como comparativo, em dezembro, o total foi de 9.262. O número de casos no começo deste ano se assemelha a janeiro de 2021, no início da vacinação, que registrou 119.906 durante o mês todo.


 A média móvel dos casos teve um salto de 1.174,8% em relação aos 14 dias anteriores, na casa de 9.293 por dia.


“Por isso a necessidade de fazer rapidamente chegar ao braço dos paranaenses a vacina da dose de reforço, a vacina da segunda dose e, àqueles que ainda insistem em não tomar a vacina, vai mais um apelo em tentativa de convencimento: que procurem as unidades básicas de saúde para tomar a primeira dose”, reforçou Beto Preto.


Ômicron


O primeiro caso da variante Ômicron no Paraná foi confirmado no último dia 12 de janeiro, em Curitiba. O diagnóstico ocorreu por meio de um exame do Lacen (Laboratório Central do Estado do Paraná), e foi enviado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, que fez o sequenciamento genômico e identificou a nova variante.


Três dias após a confirmação, o 6º Relatório de Circulação de Linhagens do Vírus Sars-CoV-2 do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz Paraná, confirmou a predominância da variante Ômicron no Estado, considerando 178 amostras coletadas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro nas quatro macrorregiões em parceria com o IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná), onde 91 (51,1%) foram confirmadas para a variante Ômicron e 87 (48,9%) para a variante Delta.


Atualmente, o Paraná tem 92 casos confirmados da variante Ômicron, sem registro de óbitos até o momento.

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