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Felipe Rocha dos Reis
Felipe Rocha dos Reis
20/02/2019 - 15:14
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Oficina Londrina
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Se você é um leitor do blog, deve ter visto a algum tempo atrás uma matéria sobre a troca de óleo para o seu carro, com dicas,sobre quilometragem, especificações e alguns outros detalhes. Bem, hoje falaremos mais especificamente para as motocicletas. Quando trocar? Qual óleo usar? E o filtro? Esses e outros assuntos vamos abordar aqui.

Certamente você já ouviu alguém falar "eu troco o óleo da minha moto de mil em mil quilômetros". Eu mesmo já ouvi diversas vezes e confesso que fiz isso por muito tempo.

Mas é errado fazer isso? Bem, depende do ponto de vista. Para a moto é um excesso de cuidado, para o meio ambiente, é algo péssimo. Este óleo que foi trocado antes do tempo foi retirado da natureza e muitas vezes não recebem o destino correto no descarte.

Mas qual é o tempo certo para a troca do óleo? A resposta é a mesma para os carros: o que especifica o manual do proprietário.

Por exemplo, no manual da motocicleta mais vendida do Brasil, a Honda CG 160, mostra o seguinte cronograma: a primeira troca deve ser feita aos 1000km, a segunda aos 6000km, e as seguintes de 6 em 6 mil. Acontece que as pessoas se confundem quando fazem esta troca de 1000km, quando o motor ainda está amaciando e acham que este é o padrão.

Mas você deve estar perguntando: 6 mil quilômetros não é muita coisa? A resposta é sim, mas, a Honda no caso da CG, quando desenvolveu aquele motor, fez para um óleo específico. Diversos testes foram feitos por diversos engenheiros das mais diversas especialidades, até chegar no resultado ideal para a troca de óleo.

A lenda pode ter aparecido também por causa dos motores mais antigos. Por exemplo, a Honda CBX 150 Aero, lançada em 1988, tinha em seu manual a troca indicada a cada 1500 km. Porém, em 88, a tecnologia dos óleos estava muito distante do que temos atualmente. Os motores também eram menos eficientes e a preocupação com o meio ambiente era bem pequena. Os mecânicos, algumas vezes acostumados com isto, mantém o padrão mesmo para as motos mais novas.

Posso usar o mesmo óleo de um carro em uma moto?

Nunca, jamais! Nós óleos, há uma série de aditivos que estão lá para uma função específica para cada um deles. Os motores de motocicletas são diferentes, em geral, atingem um valor maior de rotações por minuto (RPM), possuem embreagem banhada pelo óleo e são preparados para maiores temperaturas. Ao utilizar o óleo de carro em uma moto, o primeiro sintoma deve aparecer na embreagem. Como o óleo dos carros possuem um aditivo de extrema pressão, a embreagem da moto deslisa e perde eficiência. Posteriormente, pode trazer problemas de refrigeração também.

E os aditivos?

Existem aditivos para motos também, alguns que prometem verdadeiros milagres para o motor. Mas como milagre é só num departamento divino, o uso de aditivos é desnecessário. Utilize o óleo indicado pelo fabricante e seja feliz.

Filtro: trocar sempre?

Já vi mecânicos indicarem a troca do filtro em todas as trocas de óleo. Se essas forem feitas a cada mil quilômetros, imagine quanto não sai a brincadeira?

E o papo é sempre o mesmo, que o filtro velho vai contaminar o óleo novo. Isso é dito geralmente pelos fabricantes de filtros. Bem, na verdade, o elemento filtrante possui uma capacidade até a saturação. O fabricante do motor também faz diversos testes para atingir o nível máximo de capacidade de filtração. Este também deve seguir o manual. Nas Yamahas 250, a troca de óleo é indicada a cada 5 mil, enquanto o filtro é a cada 10 mil quilômetros.

E motos antigas com óleos novos?

Neste caso, deve ser respeitado o menor valor. Por exemplo, se você tiver uma XLX 350 R, que pede trocas a cada 3 mil km, mesmo utilizando um lubrificante moderno, deve ser respeitado o que manda o manual. Mas lembre-se, verifique o nível do óleo sempre. No máximo semanalmente. Caso o nível esteja baixando demais, leve ao mecânico de sua confiança. A manutenção preventiva costuma ser bem mais barato do que a corretiva!

Tem mais alguma dica? Cite nos comentários!
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Felipe Rocha dos Reis
 
Nascido em São Paulo, Felipe Rocha dos Reis sempre foi um entusiasta por carros e motos. Quando criança - ao contrário dos outros garotos que queriam ser jogador de futebol – Felipe sonhava em ser mecânico da Formula 1. Cursou Técnico em Mecânica pelo SENAI, Tecnologia Mecânica pela UTFPR e está na reta final de Engenharia Mecânica pela Faculdade Pitágoras - Londrina. Trabalha como projetista de máquinas industriais, mas não deixou de lado toda paixão e expertise pelos automotores de duas e quatro rodas.



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