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Aplicativo desenvolvido na UEL melhora comunicação com pacientes surdos

- Reprodução
Redação Bonde com Agência UEL
15 mar 2016 às 17:01
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O programa de Mestrado em Odontologia da UEL acaba de concluir uma pesquisa inédita sobre "O uso de tecnologias móveis no tratamento odontológico para comunicação com o paciente surdo", de autoria da cirurgiã-dentista Valéria Avelar, sob orientação da professora Maria
Celeste Morita, do Departamento de Medicina oral e Odontologia Infantil da Clínica Odontológica da UEL (COU).

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A dissertação de mestrado, defendida em fevereiro deste ano, resultou no Aplicativo Odontolibras que pode ser usado em celulares e tablets, auxiliando o cirurgião-dentista no atendimento e tratamento do paciente surdo. Segundo a professora Maria Celeste, o projeto de desenvolvimento do protótipo exigiu uma atuação conjunta dos Departamentos de Odontologia, Ciências da Computação, Design Gráfico e Letras/Libras.


Durante a pesquisa, o aplicativo Odontolibras foi testado em pacientes surdos e funcionou muito bem. Agora é preciso investimentos para que ele seja aprimorado e disseminado para outras universidades. "Nosso objetivo é ver esse aplicativo sendo utilizado nos 219 cursos de Odontologia existentes no Brasil", destaca a professora Maria Celeste. "O pontapé
inicial já foi dado, o aplicativo já existe e foi testado com sucesso", acrescenta Maria Celeste.


Segundo Valéria Avelar, futuramente, esse aplicativo poderá ser estendido para outras áreas de saúde como: medicina, fisioterapia e psicologia. "Imagina o constrangimento de uma paciente surda que vai ao ginecologista e dependente totalmente de um intérprete. E quando a
consulta é com um psiquiatra ou psicólogo? Essas limitações fazem com que muitos surdos deixem de procurar esse tipo de tratamento que pode ser extrema necessidade para eles", observa.


Como funciona

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Não é tarefa fácil traduzir em palavras uma ferramenta essencialmente visual. Imaginem a tela de um celular, na parte de cima aparece a imagem de uma extração de dente, na parte de baixo, o professor Antônio Aparecido de Almeida, que é surdo e ministra aulas de Libras na UEL, traduz para a linguagem dos surdos o que a imagem mostra.
Com um toque na tela o paciente diz para o dentista se entendeu ou não o procedimento. E desta forma novas telas vão surgindo.


O aplicativo é composto de quatro etapas:


1. Acolhimento do paciente que consiste no contato inicial entre dentista e paciente, por exemplo, "Bom dia, como vai?, entre, sente na cadeira".


2. Anamnese que consiste na entrevista (consulta) realizada pelo cirurgião-dentista.


3. Prevenção, na qual o profissional vai orientar o paciente como prevenir doenças bucais.


4. Tratamento, na qual o dentista vai explicar ao paciente todas as fases.


É importante ressaltar que as imagens não são estáticas. Elas possuem movimentos que ilustram em detalhes o procedimento ao qual o paciente será submetido. É como se o paciente assistisse a um vídeo narrado na linguagem dos sinais. Com isso, a participação de uma terceira pessoa (intérprete) só é necessária em casos bem específicos, dando mais privacidade e independência na relação entre o profissional e o paciente.

Todo o processo metodológico da pesquisa foi registrado em vídeo que reúne oficinas realizadas com professores de Odontologia, de Libras e intérpretes para a criação de sinais de termos odontológicos que não existia em Libras como, por exemplo, extração de dentes, cáries, implantes, tratamento de canal, etc. Vale ressaltar que a Odontologia possui mais de 5 mil termos técnicos.


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