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Prejuízo de uns...

Aumenta em 150% pedidos de corte de árvores em Londrina

Loriane Comeli – Redação Bonde
24 out 2009 às 13:00
Centenas de árvores caíram às margens do Lago Igapó - Danilo Marconi/Equipe Bonde
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Os vendavais que atingiram Londrina nas últimas semanas e causaram vários estragos podem ser apontados como os principais responsáveis pelo aumento de aproximadamente 150% no volume de pedidos de poda e abate de árvores que chegam diariamente à Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). "Antes dos vendavais tínhamos um número de 20 pedidos de poda ou corte de árvores por dia. Agora, são 50 aproximadamente", contabilizou o diretor de Operações da Sema, Sidney Bertho.

Conforme mostrou o Bonde por meio de fotografias de jornalistas de sua equipe, da Folha de Londrina e de leitores do Portal, os prejuízos causados por queda de árvores foram muitos: a fiação elétrica ficou danificada, casas e muros foram quebrados e veículos danificados.

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Mas, o que representa prejuízo para uns, é lucro para outros. Um grupo de cortadores de árvores cadastrados na secretaria, chamados de lenheiros, está ganhando com isso. "Tenho tido muito mais serviço depois dos vendavais: até segunda-feira estou com a agenda lotada de pedidos; vou trabalhar sábado e domingo", disse nesta sexta-feira (23) ao Bonde o lenheiro Abílio Aparecido Francisco. "Antes, a gente tinha serviço, mas não todos os dias. Agora, acho que a Sema está autorizando mais cortes".

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Conforme levantamento informal feito pela reportagem, uma sibipiruna, por exemplo, de 4 metros de altura, custaria cerca de R$ 250 para ser cortada. Mas o preço pode aumentar ou diminuir conforme a dificuldade encontrada: galhos que encostam na fiação elétrica ou oferecem risco de cair sobre residências encarecem o serviço.

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Os lenheiros pagam eventuais ajudantes e o transporte dos galhos para a Kurica, que custa cerca de R$ 60 por caminhão carregado. Mas, ganham a madeira do tronco e dos galhos mais grossos. "Uma sibipiruna desta altura rende uns três metros quadrados de lenha; cada metro quadrado é vendido por cerca de R$ 25", contou o lenheiro Valdinei Francisco dos Santos. A madeira é vendida como lenha, para ser queimada por pizzarias, panificadoras, fábricas e outras empresas que operam com fornos.


Os serviços para Valdinei também aumentaram após os temporais. "O único problema é que não se acha pessoas para trabalhar porque é um serviço pesado. Pago R$ 40 por dia, mas ninguém quer. Dependendo da árvore, é preciso de duas a três pessoas", contou. Por isso, Valdinei prefere atender clientes cuja árvore já caiu. "Recolho praticamente sem cobrar nada, só pela lenha".

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Plano emergencial


A Sema passou a cadastrar e autorizar os lenheiros a fazer a poda e corte de árvores há cerca de três meses, como parte de um plano emergencial de arborização cujo objetivo é dar vazão aos quase dois mil pedidos de providências sobre árvores protocolados no município. "Temos pedidos desde 2005, 2006", comentou Bertho. "O que fizemos não é o ideal, mas ajuda emergencialmente. Os que têm pressa e podem pagar pelo serviço, têm essa possibilidade de contratar um particular".

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O diretor informou que a prefeitura abriu licitação para contratar empresa terceirizada que irá cortar 420 árvores em Londrina. "Depois, o plano é licitar mais um lote de mil árvores", afirmou, sem oferecer detalhes do procedimento.


Bertho diretor disse que os lenheiros só podem atender clientes que tenham autorização da Sema. "Sem isso, o solicitante e o lenheiro são multados", afirmou. Ao receber o pedido, a Secretaria tem prazo legal de 60 dias para vistoriar a árvore e autorizar ou não o corte. "A maior parte dos pedidos é indeferida", comentou. O lenheiro Abílio Francisco garantiu que não corta árvores em autorização. "Podemos perder o direito de fazer o corte. Não compensa", avaliou.

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Após o prazo de 60 dias, se obtiver autorização, o contribuinte pode esperar pelo serviço da Sema ou contratar um particular. "A Sema prioriza o corte daquelas árvores que oferecem risco iminente de queda, mas o direito a ter a árvore cortada seria igual para todos os munícipes, mas não conseguimos atender a todos", admitiu Sidney Bertho.


O diretor explicou que quando a prefeitura corta a árvore, leva os galhos para o aterro sanitário e madeira vai para leilão. Quando o serviço é executo por particulares, estes levam os galhos para a Kurica e ficam com a madeira. "O ideal seria que a prefeitura conseguisse fazer o seu papel e leiloasse toda a madeira, pois o dinheiro arrecadado seria revertido para projeto da Sema ou outros gastos da prefeitura".

O Plano Emergencial de Arborização em sua versão integral e o endereço dos lenheiros autorizados pela Sema pode ser encontrado no site da prefeitura de Londrina: http://home.londrina.pr.gov.br/homenovo.php?opcao=planoemergencial


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