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Em Londrina

Compradas há dois anos, câmeras de vigilância ainda não foram instaladas

Vítor Ogawa - Equipe Folha
19 nov 2015 às 09:11
- Fabio Alcover/Folha de Londrina
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Setenta e três câmeras de vigilância compradas pela administração municipal há mais de dois anos para reforçar a segurança nas ruas e prédios públicos de Londrina ainda não foram instaladas. Hoje, o município conta com 253 equipamentos do tipo em funcionamento: 190 câmeras fixas e 63 que giram 360 graus. Outras 33 câmeras adquiridas ainda na gestão passada, em uma licitação realizada em julho de 2012, também estão paradas porque precisam de projeto elétrico, elaborado pela Secretaria de Obras, e da aquisição de material elétrico como caixas, disjuntores e cabos necessários para a instalação.

O inspetor da Guarda Municipal Éder José Pimenta afirma que existem outras 38 câmeras do antigo projeto que não são adequadas sistema hoje. "Elas foram adquiridas antes da criação da Guarda Municipal e estão com tecnologia defasada", apontou. Outras duas estão em manutenção após serem alvo de vandalismo.

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Enquanto as câmeras não são instaladas, bairros como o Conjunto Ruy Virmond Carnasciali (zona norte) sofrem com a falta de vigilância eletrônica. A comerciante Maria das Dores Silva, de 72 anos, pede que seja instalada uma câmera na entrada do bairro. Ela foi assaltada há dois meses e relata que, além da falta desse equipamento no bairro, a região enfrenta problemas na substituição das lâmpadas da iluminação pública, o que contribui para o aumento da criminalidade. "Eles deveriam instalar câmeras aqui na Rua da Amizade, que é uma via que possui escola, centro comunitário e posto de saúde. As pessoas descem do ônibus aqui e alguns bandidos vêm tomar as bolsas delas", relatou.

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No entanto, mesmo em locais em que há câmeras de monitoramento, são registradas infrações. É o caso das pichações na Unidade de Pronto Atendimento do Jardim do Sol (zona oeste). Em fevereiro, a Escola Municipal Carlos Kraemer, na Vila Casoni (área central), teve quatro televisores novos furtados, mesmo com uma câmera monitorada 24 horas pela Guarda Municipal.


O secretário de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, afirmou que há a previsão de que seja feita a contratação para a instalação de câmeras, mas os locais onde serão colocadas não foram divulgados. A pasta também não deu prazo para a instalação dos equipamentos.
Sobre os casos de vandalismo ou furto, o chefe de gabinete e Secretário de Defesa Social interino, Raimundo Hiroshi Kitanishi, declarou que é impossível evitar esses problemas. "No caso da escola que foi furtada, a câmera é fixa, não tem imagem de 360 graus. Por isso tem locais que não pode alcançar", justificou. No caso da UPA, a câmera não foca apenas um local e a pichação pode ter acontecido enquanto a câmera estava se movimentando. "Os pichadores são muito rápidos e quando a câmera vai circulando pode ser que a pessoa já tenha fugido", afirmou.

Além desses problemas, a prefeitura enfrenta ainda o mau funcionamento de alguns dos equipamentos. Uma empresa de Londrina foi contratada para fazer a manutenção das câmeras de segurança. O trabalho está sendo feito pela ECD Londrina desde 28 de outubro.
O valor do contrato é de R$ 78 mil anuais, acrescidos R$ 186,67 por hora trabalhada no reparo de cada equipamento. O que gera uma estimativa de aplicação de recursos financeiros na ordem de até R$ 278 mil. O serviço engloba a identificação e limpeza dos aparelhos, reparos nas conexões e na energia, medição de tensão e da fiação de todas as câmeras. O contrato tem validade de 12 meses e pode ser prorrogado em até 60 meses.


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