29/03/20
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Entregadores de aplicativo protestam na avenida Higienópolis

Entregadores do iFood, Uber Eats e Rappi realizam manifestação na avenida Higienópolis com a rua Bento Munhoz da Rocha Neto na tarde desta terça-feira (4) sobre as atuais taxas de entrega efetuadas em Londrina. A avenida está com uma pista liberada e agentes da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) controlam o fluxo no local. Fabiano Goulart começou a trabalhar com os aplicativos há um ano e seis meses e já realizava entregas antes dos aplicativos. De acordo com ele, até ano passado era possível conseguir até R$ 1.300 por semana, agora não está conseguindo nem R$ 50 por dia.

Pedro Moraes/Grupo Folha
Pedro Moraes/Grupo Folha


"Como aumentou o número de pessoas trabalhando com os aplicativos acabou dificultando muito o nosso trabalho. Nós queremos discutir essas taxas com os aplicativos. Ao longo do tempo foi variando o valor", afirmou. O objetivo de Goulart assim como outros entregadores que protestam na cidade é conseguir diálogo com as empresas e discutir a taxa cobrada por quilometragem.

No local do protesto, os entregadores apresentaram que o valor por quilômetro está em torno de R$ 0,80, mas que o ideal seria R$ 1,50/km. Além disso, informaram que a área de atuação dos aplicativos de Londrina foi ampliada para Cambé. Segundo eles, esse aumento da área gerou dificuldade entre os trabalhadores, pois relataram que não conseguem cobrir todos os custos das viagens maiores. Os manifestantes apontaram ainda que quando cancelam uma corrida acabam perdendo o dia de trabalho. Anteriormente, conforme os entregadores, ficavam 40 minutos sem rodar a cada cancelamento.

Os entregadores apresentaram à reportagem que não têm uma liderança fixa, mas que conseguiram se organizar em um grupo de WhatsApp. São mais de 300 pessoas no grupo até a tarde desta terça-feira. A ideia era paralisar os serviços na quarta-feira (5), mas resolveram antecipar. No entanto, adiantaram que amanhã também farão uma manifestação em outro endereço da cidade: avenida Maringá com a Ayrton Senna da Silva. Eles pretendem chamar a atenção das empresas ao parar o sistema em Londrina e tentar renegociar os valores praticados atualmente.

A reportagem tenta contato com as assessorias de imprensa dos aplicativos.
Fernanda Circhia e Pedro Moraes - Grupo Folha
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