A Prefeitura de Londrina quer auditar os serviços feitos pela Sanepar na cidade desde 1973. A tomada de preços lançada pelo município para a contratação da auditoria teve quatro empresas interessadas. Uma delas foi desclassificada por não apresentar os documentos exigidos em edital. As demais seguem sob análise na Secretaria de Gestão Pública. O assessor de Projetos Estratégicos da Prefeitura de Londrina, Carlos Alberto Geirinhas, garantiu que a auditoria será "independente". "Colocamos uma exigência no termo de referência da licitação proibindo a participação de empresas que já tinham tido qualquer tipo de contato com a Sanepar", explicou.
Foi por isso que, segundo Geirinhas, as grandes empresas de consultoria não participaram da tomada de preços. "Elas até demonstraram interesse, mas não puderam por conta da exigência. O contato das 'gigantes' com a Sanepar acontece na bolsa de valores", destacou.
O poder público quer descobrir, por meio da auditoria, quanto a Sanepar arrecadou do londrinense, com a prestação de serviços, e também o valor investido em melhorias no município nestes mais de 40 anos. "Queremos saber detalhes desse contrato e descobrir se o município tem o direito de ficar com equipamentos e estruturas da companhia caso opte por contratar outra empresa ou municipalizar o serviço de saneamento. Vamos levantar os valores já amortizados, quais são os passivos e os investimentos", listou.
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Ele lembrou que o contrato da Sanepar com o município terminou em 2003. Os últimos onze anos foram marcados por renovações precárias de uma concessão, que, na avaliação de Geirinhas, precisa ser finalizada.
O assessor destacou que a empresa de consultoria vai conseguir "investigar" o serviço de água e esgoto prestado no município e, assim, ajudar a prefeitura a decidir se mantém ou não a Sanepar à frente do saneamento. "Podemos continuar com a estatal, contratar outra empresa ou municipalizar o serviço. Vamos auditar os contratos, definir o que será feito e depois discutir a nossa decisão com a população, por meio de audiências públicas", explicou Geirinhas.
A auditoria deve começar a ser feita ainda neste ano. A empresa escolhida para prestar os serviços receberá cerca de R$ 600 mil.