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Professor da UEL alerta para fraudes na internet em tempos de pandemia

"São crimes [na internet] que estão sendo executados que se assemelham a coisas que são feitas normalmente, mas agora estão usando o tema coronavírus para explorar o medo e a ansiedade em relação à pandemia de Covid-19". O alerta é do professor Bruno Bogaz Zarpelão, professor do departamento de Computação da UEL (Universidade Estadual de Londrina), sobre os crimes na internet em tempos de isolamento social.

Pixabay
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O professor realizou um levantamento sobre os ataques na internet nas últimas semanas e identificou alguns tipos que atingem dois públicos: quem atua em teletrabalho e os usuários em geral.

Sobre os trabalhadores em atuação domiciliar, Zarpelão afirma que os ataques simulam o ambiente da empresa. Na corporação, há sistemas de segurança (antivírus) que impedem esse tipo de fraude.

Um método comum para o teletrabalho é a ferramenta colaborativa na qual os funcionários de uma empresa ou setor estão conectados. O professor cita o Google Docs, Microsoft e o WhatsApp. Entre os ataques identificados estão correspondências eletrônicas (e-mails) que fingem ser de algum superior, solicitando ao funcionário acessar links e formulários. Ao fazer isso, o sistema faz o download de softwares maliciosos, sem o usuário perceber, que sequestram dados da máquina. "Esse é um tipo bem específico de ataque que está ocorrendo", explica. Geralmente, os ataques simulam a identidade visual da empresa.

O professor aconselha os trabalhadores em home office nunca usar redes públicas para acessar sistemas da empresa, porque a vulnerabilidade é grande. Para resolver problemas desse tipo, o professor lembra que a empresa deve dotar seus funcionários de equipamentos e sistemas, realizando treinamento.

Com a emergência causada pela pandemia mundial de Covid-19 e a disseminação do coronavírus, levando à quarentena, a maioria das empresas e trabalhadores não teve tempo para realizar esse processo.

Por isso, Zarpelão sugere que o trabalhador em home office melhore o desempenho de sua máquina com a ajuda de técnicos do setor de informática da empresa ou amigo especialista; não fazer download de arquivos ou softwares; não dividir senhas, não compartilhar equipamento em casa, principalmente, com crianças que podem baixar softwares suspeitos; e - sempre - confirmar nos grupos de trabalho se foram enviados links, sites e formulários, antes de abri-los.

Usuários

Já o tipo de ataque mais comum com os usuários em geral refere-se a oferecimento de cupons, descontos e outras vantagens, atraindo a atenção das pessoas. O professor cita casos envolvendo, recentemente, empresas como Netflix, Ifood e Ambev.

Nessa modalidade, os farsantes enviam links, formulários e - ao clicar - o usuário está suscetível a ter seus dados e contas sequestradas. O mesmo ocorre com a simulação de pedido de doação em nome de organismos internacionais como Unicef. Para evitar ser alvo desses golpes, é importante - segundo o professor - acessar os canais oficiais dessas instituições.

Outro tipo comum de golpe é o registro de sites com domínios que usam na sua composição expressões como corona, coronavírus, pandemia, Covid-19. Como explica o professor, muitos criminosos fazem o registro para se aproveitar de situações como a que se vive atualmente. A partir dos sites de busca, esses endereços são encontrados e ao acessar o usuário pode ficar vulnerável a golpes e instalação, sem saber, de softwares maliciosos em sua máquina. O ideal é procurar informações oficiais em sites conhecidos da imprensa e de órgãos governamentais.

Zarpelão dá outras dicas para evitar esse tipo de golpe. Primeiro, sugere desconfiar sempre: "Não acredite na mensagem imediatamente só porque veio de um perfil conhecido. Use outro canal para confirmar se a pessoa enviou mesmo aquela mensagem. Se você recebeu um link por e-mail". Outra dica é desconfiar de mensagens em que o remetente pede urgência, agilidade ou faça ameaças e indica um link. De acordo com ele, o ideal é não clicar nesse tipo de mensagem.
Agência UEL de Notícias
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