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Tempo indeterminado

Greve na Renault do Paraná paralisa a produção de 7.200 carros

Ana Paula Branco - Folhapress
21 mai 2024 às 18:16
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A produção da Renault na fábrica de São José dos Pinhais (PR) está suspensa por tempo indeterminado por causa de uma greve que já dura 15 dias e não tem prazo para acabar.

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A estimativa é de 7.200 veículos deixaram de ser produzidos desde 7 de maio, quando os metalúrgicos iniciaram a paralisação. A unidade, conhecida como Complexo Ayrton Senna, é responsável pela produção dos modelos Kwid, Stepway, Kardian, Oroch e Duster.

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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, uma nova assembleia está marcada para as 14h desta terça-feira (21) com os trabalhadores.

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Na última sexta-feira (17) o TRT-9 (Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região) determinou multa de R$ 100 mil por dia de greve ao sindicato. Os metalúrgicos reivindicam mais segurança na linha de produção e melhoria da proposta de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e Data Base.


O sindicato propõe a contratação de, pelo menos, um trabalhador absenteísta por linha de produção e setor, para auxiliar no revezamento e baixar a sobrecarga de trabalho. Os trabalhadores da Horse, fornecedora de motores para a montadora francesa, também seguem em greve.

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Em São Paulo, os trabalhadores da GM (General Motors), em São José dos Campos, rejeitaram nesta terça (21) a proposta de PLR apresentada pela montadora. Uma nova assembleia será realizada às 14 horas, com o segundo turno, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.


A GM ofereceu PLR de R$ 17.028, valor abaixo do reivindicado pelos metalúrgicos e inferior ao do ano passado. Em 2023, a montadora pagou R$ 18.008, que também incluía o abono.

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Desde 7 de maio, quando os operários aprovaram a pauta de reivindicações em assembleia, o sindicato já se reuniu quatro vezes com a direção da empresa, mas há um impasse relacionado a metas e valores.


Uma nova rodada de negociação entre Sindicato e GM está marcada para esta quarta-feira (22). Os trabalhadores exigem, além da PLR maior, que o pagamento da primeira parcela seja feito ainda em maio.


"Os metalúrgicos da GM não aceitam metas abusivas e rebaixamento do valor. A assembleia de hoje demonstrou que os trabalhadores estão dispostos a ir à luta", afirma o vice-presidente do sindicato, Valmir Mariano.


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