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Equoterapia

Terapia com cavalos da PMPR colabora na qualidade de vida de pessoas com deficiência

Redação Bonde com AEN
24 jun 2024 às 10:45
- Arquivo Pessoal
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A equoterapia, um método terapêutico e educacional que conta com o auxílio de cavalos, é oferecida gratuitamente há mais de 30 anos pela PMPR (Polícia Militar do Paraná). A prática é indicada para o tratamento físico e psicológico de diversas síndromes e deficiências. 


De acordo com os profissionais da equipe da PMPR, a terapia com equinos pode melhorar o equilíbrio, a coordenação motora, a confiança e a interação social, proporcionando exercícios únicos e eficazes para o tratamento de diferentes condições.

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Para o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, o trabalho do RPMon (Regimento de Polícia Montada) tem grande papel na sociedade, entregando gratuitamente um serviço de excelência. 

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“Nossos profissionais são militares com formação específica que atuam com muita dedicação com os pacientes. A equoterapia apresenta grandes resultados e é um dos vários serviços que a Polícia Militar do Paraná oferece para a comunidade”, disse Teixeira.

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O comandante do Regimento de Polícia Montada, tenente-coronel Juliano Caciatori, também enfatiza a função social do projeto, que contempla pessoas carentes e aproxima a polícia da população. 


“Para nós, é uma satisfação imensa poder ajudar tantas pessoas a ter uma vida melhor, principalmente aquelas de baixa renda, que por vezes encontram na equoterapia uma única possibilidade de tratamento”, destacou.

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Um dos beneficiados pelo projeto da Polícia Militar do Paraná é Lucas Barreto (22), que tem paralisia cerebral e começou na equoterapia ainda criança, em 2013. 


Hoje, 11 anos depois, é bicampeão nacional no paradestramento (prova em que o atleta precisa efetuar determinados movimentos com o cavalo com harmonia e equilíbrio) e ganhou sete vezes internacionalmente na categoria. 

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Lucas começou a terapia com cavalos para ajudar na sua reabilitação motora, considerando a dificuldade nos movimentos e falta de força e controle no tronco. Já no segundo ano do tratamento, foi classificado para o paraenduro, categoria hípica que tem objetivo de testar a capacidade de resistência do cavalo junto à habilidade do atleta. 


Em 2017, competiu internacionalmente, em Portugal, representando a primeira equipe brasileira na modalidade. E, há dois anos, iniciou nas provas de paradestramento.

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“Sinto muito orgulho em representar o centro de equoterapia do Regimento de Polícia Montada Coronel Dulcídio”, ressalta o paratleta, que também conta que a sua qualidade de vida mudou por conta da equoterapia, trazendo conquistas, confiança e autoestima.  


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Após acompanhar o filho nas sessões, a mãe de Lucas, Maró Barreto, tornou-se presidente da ATPE (Associação Terapêutica Paradesportiva Equocavalaria), uma organização sem fins lucrativos que por meio de doações colabora com compra de equipamentos para as sessões, cursos para os equitadores e compra de equinos para a realização da terapia, por exemplo.

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“Nosso objetivo é que todos que venham fazer a equoterapia tenham o mesmo desenvolvimento que o Lucas, que ama estar aqui”, relata Barreto.


INDEPENDÊNCIA

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A coordenadora da equoterapia do RPMon, capitã Gisele Lopes, ressalta que o principal fator trabalhado durante as sessões é a independência. 


“O nosso objetivo é tentar tornar essas pessoas o mais independentes possíveis, buscando dar autonomia para elas através do tratamento. Quanto mais autônomas elas forem, maior a qualidade de vida para elas e para a família”, diz.


Embora a terapia seja aliada de diferentes casos, a maioria do público atendido pela Polícia Militar montada faz parte do espectro autista, com 43%. Seguido por 16% com paralisia cerebral, 5% com síndrome de down e os outros 36% de casos com diagnósticos isolados.


Israel França Machado tem 17 anos e participa do projeto há cinco por conta do espectro autista e do TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). 


Sua mãe, Sandra França, conta que na época o menino estava iniciando a conversação e a equoterapia foi de extrema importância nesse processo. Incentivando a interação social e melhora na atenção, também contribuiu para sua alfabetização, que se deu aos 14 anos. 


“O progresso na desenvoltura, autonomia e autoestima do Israel foi muito notório com o passar dos anos na equoterapia”, comenta Sandra.


Segundo a educadora física do Regimento, Taís Viegas, o garoto melhorou a autoconfiança e a coordenação motora fina, que consiste em fazer movimentos intencionais com os músculos menores.  


“Hoje, o Israel está mais comunicativo. Fala sobre vários assuntos e consegue conduzir o cavalo sem auxílio, pois melhorou a coordenação motora e a tomada de decisões durante a sessão de equitação terapêutica. Ele enfrenta os desafios impostos com mais confiança”, diz Viegas. 


REGIMENTO


O Regimento de Polícia Montada Coronel Dulcídio já atendeu mais de 5 mil pessoas desde a sua criação, em 1991. Segundo as terapeutas do programa, o tratamento tem duração média de dois anos, mas pode variar de acordo com o caso, e contempla pacientes a partir de três anos, sem idade máxima. 


Atualmente, o Regimento assiste 150 pessoas com relatórios mensais para acompanhar as necessidades e evoluções de cada paciente.


O trabalho é todo feito por uma equipe composta por dez policiais militares, sendo três fisioterapeutas, uma educadora física, quatro equitadores e dois administradores. Além disso, a PMPR tem convênio com a universidade Unibrasil, que atua no projeto com uma fisioterapeuta, um equitador e dois estagiários de fisioterapia.


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