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Análise de material

PF suspende depoimentos de suspeitos de jogos ilegais

Redação Bonde
15 abr 2007 às 17:05
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A Polícia Federal em Brasília suspendeu neste domingo (15) a tomada de depoimentos dos suspeitos de participar de um esquema de exploração de jogos ilegais (principalmente bingos e caça-níqueis) para analisar documentos apreendidos no Rio de Janeiro. Com a análise do material --cerca de duas toneladas, no total--, os policiais buscam informações que auxiliem nos interrogatórios.

Mais de 300 policiais federais do Rio de Janeiro, Brasília, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul participaram na sexta-feira (13) de uma megaoperação (Hurricane - Furacão em inglês) para a prisão de magistrados, empresários, delegados de polícia, advogados e bicheiros envolvidos num esquema de exploração de jogos ilegais. Foram cumpridos 25 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Distrito Federal. Entre os presos está o desembargador José Eduardo Carreira Alvim, ex-vice-presidente do 2º Tribunal Regional Federal (TRF) do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O gabinete do desembargador foi lacrado. Outros dois desembargadores foram presos, além do procurador regional da República, João Sérgio Pereira.

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A PF já ouviu 17 dos 25 presos. Os depoimentos só devem ser retomados nesta segunda-feira.

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Ontem, a PF divulgou os valores e bens apreendidos durante a Operação Hurricane --R$ 10 milhões em dinheiro, R$ 5 milhões em cheques, US$ 300 mil, 34 mil euros e 400 libras. Também foram retidos 51 carros. O mais caro, uma Mercedes-Benz CLK 500, está avaliado em R$ 550 mil. A Polícia Federal informou que o dinheiro está depositado na Caixa Econômica Federal.

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Há ainda um grupo de suspeitos ligados à cúpula do Carnaval do Rio. São eles o presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), Ailton Guimarães Jorge, chamado de capitão Guimarães; um sobrinho dele, identificado como Júlio Guimarães; o presidente do conselho da Liesa e presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David; além o bicheiro Antonio Petrus Kalil, o Turcão, de Niterói.


Em nota divulgada na noite de sexta-feira, o TRT da 15ª Região afirmou que o suposto envolvimento do juiz Ernesto da Luz Pinto Dória com o jogo ilegal "não teria ligação com a sua atividade como juiz do trabalho".

A assessoria de imprensa do TRF da 2ª Região não se pronunciou. O desembargador preso na operação da PF entregou o cargo de vice-presidente do TRF ao colega Fernando Marques na quinta-feira (12)


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