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Escândalo

PSDB afirma que vídeo do caso PRTB é ‘armação’

Rosiane de Freitas/Catarina Scortecci - Folha
23 jun 2009 às 09:12
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O coordenador financeiro da campanha de Beto Richa (PSDB) a prefeitura de Curitiba em 2008, Fernando Ghignone e o procurador-geral do município, Ivan Bonilha, apresentaram ontem, em entrevista à imprensa, uma versão para a divulgação do vídeo em que funcionários da prefeitura aparecem recebendo dinheiro em um comitê de apoio ao candidato. Os dois apresentaram um vídeo em que conversam com Rodrigo Oriente - supostamente a pessoa responsável pela liberação das imagens para a imprensa - no qual este último explica que a divulgação da fita interessaria a outras pessoas.

‘Vejam, é uma denúncia com interesse. Uma denúncia fabricada’, diz Oriente no vídeo. O encontro dos três teria acontecido no início de junho. Ghignone declarou não saber o objetivo de Oriente, mas afirmou que fez as gravações das conversas e que irá entregar o material à Justiça.

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Apesar do vídeo, Bonilha afirma que em nenhum momento Oriente declarou serem simuladas ou ‘armadas’ as imagens dos ex-candidatos a vereador pelo PRTB que receberam dinheiro. No dia 18, Manassés de Oliveira, Raul de Araújo e Alexandre Gardolinski, que aparecem nas imagens, foram exonerados dos cargos que ocupam na prefeitura.

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Os dois representantes do PSDB também afirmaram que a campanha de Richa repassou dinheiro para o Comitê Lealdade, formado por ex-integrantes do PRTB. ‘Foram reembolsados gastos com combustível, alimentação, esse tipo de despesa’, apontou Ghignone. Ele não soube determinar o valor total repassado ao Comitê.

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‘Era um comitê independente, que não fazia parte da nossa campanha. Eu não sei qual era a dinâmica de funcionamento deles’, disse Ghignone. Segundo ele, o comitê pode ter captado dinheiro por conta própria e que os recursos movimentados por eles não fazem parte da prestação de contas do partido.


O Comitê Lealdade reuniu candidatos do PRTB que romperam com o partido depois que a legenda decidiu aderir a uma coligação com o PTB, que tinha como candidato a prefeito o deputado estadual Fábio Camargo. Sem conseguir reverter a coligação, os candidatos abriram mão da campanha e fundaram o comitê para apoiar Beto.

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No vídeo apresentado por Ghignone e Bonilha, Oriente explica que teria sido abordado por policiais civis que o interrogaram a respeito da fita. Durante a conversa, ele revela os nomes de diversas pessoas que estariam envolvidas na suposta armação e diz que foi informado de que estaria ‘correndo risco de vida’ por estar com o vídeo. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) somente deverá se pronunciar hoje.


Apesar da gravação ter sido realizada no início do mês, Ghignone afirmou que somente no dia 18 Beto tomou conhecimento do caso. ‘Não informamos o prefeito porque nosso trabalho ainda não estava completo’, defendeu.

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Questionado sobre a razão do prefeito não ter demitido também o ex-vereador Mestre Déa, que aparece no vídeo recebendo dinheiro para pagar ‘boca-de-urna’, o coordenador informou que foram demitidos Gardolinski, Araújo e Oliveira ‘por causa da gravidade da gravação’.


À FOLHA, Déa informou que a referência que fez a ‘boca-de-urna’ foi um ‘ato falho’. ‘Eu me confundi. De bobeira falei aquilo, mas queria dizer cabos eleitorais’, explicou. O ex-vereador, que hoje ocupa cargo de assessor técnico na Secretaria Municipal de Esporte, diz que o dinheiro foi utilizado em um ‘ponto de apoio’ que montou. ‘O que é que a gente ia fazer com duas parcelas de R$ 800? Repassei para quem estava ajudando na campanha.’

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Entre os citados por Oriente está o advogado Guilherme Gonçalves, que representa a ex-candidata a prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann (PT). Em entrevista à FOLHA, Gonçalves afirmou que foi procurado há quatro meses por Oriente. ‘Ele disse que tinha uma denúncia relativa a campanha de 2008 e eu disse que não poderia representá-lo por ser advogado da Gleisi e recomendei que ele procurasse o Ministério Público Federal, a polícia’, contou. As contas da campanha de reeleição de Beto Richa foram aprovadas pelo TRE em dezembro de 2008. (Rosiane Correia de Freitas)


Deputados saem em defesa de Beto Richa

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O caso da imagem que revela ex-candidatos a vereador de Curitiba pelo PRTB recebendo dinheiro, de fonte ainda desconhecida, em apoio à candidatura do prefeito Beto Richa (PSDB), rendeu discursos ontem na Assembleia Legislativa. Ney Leprevost (PP), cuja sigla pertence à base de apoio do Executivo local, foi à tribuna defender o tucano. ''Conheço o Beto há 20 anos, ele tem defeitos e qualidades, mas jamais iria compactuar com compra de candidatos de outro partido. O Beto não é burro. Somente um aloprado cometeria um erro assim.''


A declaração foi apoiada por Plauto Miró (DEM). Ele argumenta que Beto, por ser pré-candidato ao governo do Estado em 2010, estaria sendo alvo ''de situações que tentam denegrir a imagem dele''. Tanto Miró quanto Leprevost alegam que o suposto crime eleitoral foi levantado para prejudicar Beto. ''Foi um esquema montado por pessoas inescrupulosas, sem conhecimento do Beto'', disse Leprevost.

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Valdir Rossoni (PSDB), presidente estadual da sigla, agradeceu os parlamentares ''em nome do PSDB''. Nenhum outro parlamentar mencionou o caso no plenário.


Investigação

O Ministério Público (MP) vai investigar denúncias de fraudes que teriam sido cometidas no ano passado durante a campanha do prefeito de Curitiba e então candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB). Vídeo divulgado no fim de semana pelo "Fantástico", da Rede Globo, indica que 28 dos 55 candidatos a vereador pelo PRTB teriam desistido de suas candidaturas, mediante recebimento de dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral e cargos na prefeitura, para dar apoio a Richa. Procurado ontem, o procurador regional eleitoral Néviton Guedes não quis dar declarações sobre o caso, pois ainda estava reunindo informações. As informações são da Agência Estado.


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