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Entenda as causas

Pandemia desencadeia ansiedade e depressão em crianças e adolescentes

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
27 jul 2021 às 16:56
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Problemas de saúde mental como a ansiedade e a depressão atingiram crianças e adolescentes com mais intensidade durante a pandemia, de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Com a falta da rotina escolar em suas vidas, os jovens acabam passando mais tempo em frente às telas, ficam acordados até mais tarde e, assim, sentiram as consequências psíquicas desses hábitos.

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Os pesquisadores constataram que os estudantes do 9o ano do ensino fundamental, bem como do ensino médio de escolas públicas, nas periferias de São Paulo e Guarulhos, apresentaram sintomas de depressão (10,5%) e ansiedade (47,5%). Os jovens que tiveram casos de Covid-19 em casa foram os mais prejudicados. Não é somente no Brasil que o problema aconteceu, pois outros países do mundo já detectaram índices parecidos.

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De acordo com o Google, aumentaram em quase 100% as buscas sobre ansiedade, angústia e depressão no ano de 2020 em comparação com a década anterior. Já a pesquisa realizada pela Fundação Lemman com o Itaú Social resultou em quase 80% dos estudantes relatando sentimentos de tristeza e ansiedade.


Especialistas sugerem que os pais acompanhem de perto o que acontece com seus filhos, e identificar mudanças no comportamento é essencial. É possível fazer um teste de ansiedade online, desenvolvido por pesquisadores da área, para detectar o estado mental dos jovens, mas é sempre importante consultar um profissional qualificado para tratar cada caso.

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O isolamento e o aumento de acesso às telas podem piorar a situação. É necessário que os responsáveis observem se há no jovem falta de concentração, irritabilidade, falta de interesse por atividades que gostava anteriormente, mudanças na alimentação e no sono, dentre outras. Introduzir um diálogo aberto sobre o assunto pode auxiliar.


Com o aumento dos índices de suicídio entre crianças e adolescentes na atualidade, pais e pessoas próximas devem estar atentos para o comportamento dos jovens. A presença emocional dos pais é muito importante para dar segurança ao jovem, que é um período difícil, mas que é possível redesenhar a vida.

Incentivar o contato social, mesmo que de forma virtual, e o exercício físico pode ajudar. Muitos jovens acabam deixando a atividade física de lado durante a pandemia. Atividades ao ar livre, respeitando o isolamento social, são recomendadas. É importante incentivar os hábitos saudáveis quanto ao movimento do corpo e também às horas de sono em horário adequado.


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