Pesquisar

Canais

Serviços

- Divulgação
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Acompanhe pelo YouTube!

Desigualdade social e população trans são temas do “Sextou Sociológico”

Redação Bonde com Agência UEL
17 set 2021 às 15:01
Continua depois da publicidade

O “Sextou Sociológico”, evento organizado pelo Projeto da UEL (Universidade Estadual de Londrina) Práxis Itinerante, aborda uma nova temática a partir desta sexta-feira (17), às 19h30. Os próximos convidados passam a discutir “Desigualdades Sociais e a População Trans no Brasil”. Os encontros são transmitidos pelo canal no YouTube do Práxis Itinerante UEL (acesse aqui). As transmissões podem ser acompanhadas ao vivo e as gravações ficam disponíveis para acesso no canal.

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE


O evento desta semana reúne Renata Borges, mulher transexual, filiada à Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e organizadora da Marcha Trans e Travesti do Paraná e da Parada LGBTI de Apucarana, e Brune Bonassi, trans não-binária, estudante do doutorado em Psicologia pela UFC (Universidade Federal do Ceará).

Continua depois da publicidade


Segundo Brune Bonassi, apesar do Estado já reconhecer identidades não-binárias, ainda há dificuldades nos serviços associados por não se ter adaptado todo o sistema burocrático. “Eu retifiquei meu nome, mas ainda não conseguiu fazer a Carteira de Trabalho, porque não consta no sistema”, exemplifica.


Ursula Boreal Lopes Brevilheri, graduanda em Ciências Sociais e integrante do projeto Práxis Itinerante, é também ativista trans não-binária e defende que é necessário debater as chamadas “minorias sexuais”. “Nós somos há anos o país que mais mata pessoas trans no mundo. Os relatos de inúmeras violações de direitos fundamentas não podem ser ignorados. Tudo isso vai contra os princípios da nossa Constituição Federal, como o direito à dignidade humana e à própria expressão”, afirma.

Continua depois da publicidade


Vivência – Por fim, o coordenador do Projeto Práxis Itinerante, professor da UEL Fábio Lanza, considera que a desigualdade social no Brasil e os vários processos de violência atingem ferozmente as pessoas trans e a população LGBTQIA+. “Por isso, esta edição do Sextou Sociológico traz convidados que podem colaborar com o olhar, a vivência, além da fundamentação teórica, acerca das desigualdades impostas a esse grupos e pessoas”, diz.


Encontros - Mais de 200 pessoas estão inscritas para os encontros do Sextou Sociológico. Elas são provenientes de várias cidades do Paraná, e também de outros estados como São Paulo, Paraíba, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.


Esta segunda temporada do evento tem formato de curso e realiza estudos, debates e diálogos sobre desigualdade social no Brasil e suas interfaces com outras esferas da sociedade brasileira contemporânea. Três encontros já foram realizados, desde o mês de agosto, para debater a temática “Desigualdades sociais e a população em situação de rua”.


Nos próximos meses, sempre às sextas-feiras, às 19h30, os participantes poderão acompanhar o tema em discussão com: questão agrária e movimentos sociais; questão urbana e movimentos sociais; e educação e intolerância religiosa. A programação completa fica disponível na rede social do projeto Práxis Itinerante.

Continue lendo