Momentos após uma reunião com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, nesta segunda-feira, na sede da entidade, na Barra da Tijuca, no Rio, alguns dirigentes dos clubes da Série A se encontraram com membros do Bom Senso F.C em um hotel no mesmo bairro. A pauta principal foi a Medida Provisória 671 - que prevê o parcelamento das dívidas dos clubes, com contrapartidas para os maus pagadores.
Descontentes com o texto final da MP redigido pelo deputado Otávio Leite (PSDB), os participantes da reunião debateram propostas alternativas e demonstraram que não vão aderir ao programa de refinanciamento caso o conteúdo não seja alterado. Alguns clubes e a CBF consideram que o texto permite demasiada interferência governamental no futebol.
O encontro ocorreu um dia antes da data marcada para a apresentação e votação da MP 671 no Congresso. Os clubes, no entanto, estão confiantes na alteração do texto e na continuidade dos debates.
Leia mais:
Vini Jr erra pênalti, e Brasil cede empate para Venezuela
Vinicius Jr vira 'máquina de gerar gols' do Real e lidera ranking europeu
Dudu segue pessimista mesmo com clamor da torcida por vaga no Palmeiras
Filipe Luis diz que foi comunicado do afastamento de Gabigol no Flamengo
Hospedado no hotel onde ocorreu a reunião, o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, teria se recusado a participar por discordar da presença do Bom Senso. O dirigente, porém, falou com a imprensa. "Os clubes são favoráveis às contrapartidas, mas os critérios devem ser revistos", afirmou, acrescentando que concorda com o rebaixamento de quem não cumprir as regras que serão votadas.
Antes disso, ainda na sede da CBF, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, foi irônico ao dizer que não participaria do encontro. "Não vou à reuniões piratas", afirmou. Por outro lado, estiveram presentes dirigentes de Flamengo, Fluminense, Santos, Sport, Joinville, Palmeiras, São Paulo, Ponte Preta, Atlético Paranaense, Ceará e Bahia. Mas eles não quiseram se aprofundar nas pautas da reunião.
Representante do Bom Senso, o zagueiro cruzeirense Paulo André negou qualquer desconforto com os dirigentes. "A reunião mostrou a convergência entre atletas e clubes", considerou o defensor, antes de prosseguir: "Não fiquei satisfeito com o relatório. A gente defende maior abertura no colégio eleitoral da CBF". Atualmente, apenas os clubes e as federações podem eleger os dirigentes da entidade.