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53 anos de história

"Posso presidir o clube", diz ex-ídolo do Tubarão

André Bueno - Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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Arquivo/Folha de Londrina

No final de semana que o Londrina Esporte Clube comemora seus 53 anos de fundação e amarga a fatídica queda para a segunda divisão do futebol paranaense, o ex-ídolo Alviceleste João Neves revelou em entrevista exclusiva ao Portal Bonde que se houver uma oportunidade de presidir o Tubarão ele estará pronto.

Conforme Neves, o grande empecilho do Londrina é as más administrações que foram se sucedendo desde 1996. "O grande problema do LEC é as dividas que o clube possui, principalmente com a Justiça Trabalhista. As administrações sempre afirmaram que não tem dinheiro, mas eu como já estive dentro do LEC sei que eles possuem a verba", enfatizou. "O dinheiro vem de patrocinadores, colaboradores, cotas de televisão entre outros. É só saber administrar que haverá dinheiro em caixa", complementou Neves.

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O ex-capitão do título Estadual de 1992 afirmou que está de prontidão para caso o prefeito Barbosa Neto precise de seu trabalho nos setores esportivos da prefeitura. O ex- jogador do Tubarão também salientou que, se surgir a oportunidade, poderá presidir o LEC.


"O Barbosa Neto é um ex-atleta e tenho certeza que poderá ajudar muito o esporte londrinense, principalmente o Londrina. Se o novo prefeito precisar de meus serviços estarei pronto. Estou no futebol há 22 anos e se me deram a chance vou administrar o clube com a ajuda de uma equipe que tenha o perfil do LEC", argumentou.


Sobre o rebaixamento do Tubarão, o ex-jogador que defendeu o Alviceleste por oito anos, disse estar triste, mas consciente que o plantel da agremiação neste ano era inferior e sem raça para conquistar vitórias no certame.


"Os jogadores não mostravam vontade em vencer. Tirando alguns jogadores como o Silvinho, que veio ao LEC para ajudar o time sem pensar na quantidade de dinheiro que poderia ganhar, outros não honraram a camisa do Tubarão", disse. "Dentro desse elenco eu ainda não consigo acreditar que o Marcos Cruz foi dispensado pelo Itamar Bernardes. O jogador tinha tudo para ser um grande reforço mas preferiram manda-lo embora. O clube precisa deixar de trabalhar com empresários gananciosos e revelar talentos como Elber e Silvinho ", ressaltou.

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Para Neves, o time e a torcida precisa esquecer essa queda e fazer dela um trampolim para que a agremiação conquiste um novo patamar no futebol nacional. "Já caímos. Agora é trabalhar para buscar o acesso no Brasileirão da Série D e, no ano que vem, voltar a primeira divisão do Paranaense", finalizou Neves.


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