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Fique atenta, mamãe!

Excesso de chocolate pode trazer complicações na gravidez

Redação Bonde com assessoria de imprensa
17 abr 2014 às 16:26

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Reprodução
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Para a maioria das mulheres, principalmente as consideradas chocólatras – viciadas em chocolate – a chegada da Páscoa parece ser uma boa desculpa para consumir o doce em maior quantidade e sem muita culpa. Com a grande oferta do produto nas gôndolas dos mercados, resistir à tentação se torna um grande desafio, especialmente para as gestantes, que precisam se cuidar ainda mais.

É justamente nesse momento que se deve redobrar a atenção e não se render aos ‘desejos’ de grávida, pois o consumo excessivo do chocolate aliado a predisposição genética da gestante e o aumento de peso característico deste período, pode resultar no desencadeamento de uma doença que pode causar danos graves à mãe e ao bebê: a diabetes gestacional - que se caracteriza pela alteração da glicose, ou seja, o aumento da taxa de açúcar no sangue.

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Este quadro geralmente aparece na segunda metade da gestação, podendo ou não persistir mesmo após o parto. Na maioria dos casos, os principais sintomas maternos desse tipo de diabetes se confundem com os normais da gravidez como a fadiga, sonolência, aumento do volume urinário e sede, por isso, é essencial o acompanhamento médico de pré-natal.


Mas, como fazer para não colocar a saúde em risco sem passar vontade? A endocrinologista Fernanda Uliana Pulzi, explica que as gestantes até podem consumir uma quantidade moderada de chocolate eventualmente. ‘’Independente de qualquer coisa, a gestante precisa manter uma dieta saudável: equilibrada e fracionada, composta por frutas e legumes. Mas ela não precisa sofrer e, se sentir vontade, pode consumir, no máximo, porções de 20 ou 30 gramas". Pulzi ainda alerta que o chocolate, mesmo nessa quantidade pequena, não é para ser consumido diariamente.


A médica também dá dicas para quem não abre mão do doce de jeito nenhum. "Para as que fazem questão de saborear um chocolate na Páscoa, uma dica é optar pelo meio amargo com, pelo menos, 70% cacau. Ele é o mais indicado por apresentar propriedades antioxidantes’, explica a especialista.


Para a gestante conseguir escolher o que é mais saudável para ela e o bebê, é importante saber que o chocolate meio-amargo ou amargo são os ideais, eles possuem alta concentração de cacau (acima de 70%). O cacau possui flavonoides, epicatequinas e ácido galático que tem ação antioxidante e ajudam manter o coração e as células saudáveis. A regra é quanto mais escuro o chocolate, mais flavonoides ele tem, portanto é mais saudável.


É importante esclarecer que pacientes sem complicações e que tem uma alimentação equilibrada, mas consomem o chocolate em pequenas quantidades, provavelmente não desenvolverão nenhuma doença. Porém o consumo excessivo do chocolate, principalmente pelas mulheres que já desenvolveram o diabetes gestacional, pode levar ao ganho de peso exagerado pelo feto, além do aumento do líquido amniótico, levando ao trabalho de parto prematuro e aumento do risco da gestação com complicações hipertensivas como pré-eclâmpsia e eclâmpsia.


A diabetes gestacional pode surtir efeito não só na mãe, mas também no bebê mesmo depois do nascimento. "Nas pacientes com diabetes gestacional, o bebê ao nascer tem maior risco de desconforto respiratório e hipoglicemia (açúcar baixo). Estas intercorrências requerem uma equipe de assistência neonatal capacitada e equipada para um suporte adequado’, completa a profissional. Os bebês cujas mães consumiram muito carboidrato e açúcares durante a gestação, também podem ter predisposição para obesidade e diabetes ao longo da vida.


Fernanda ainda deixa um alerta para as mamães que estão amamentando. "O excesso de chocolate consumido pela mãe durante o período de amamentação também pode predispor a cólica no bebê, então o adequado é evitar o excesso’, completa a médica.

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Programar a gravidez com atenção ao peso ideal, alimentação saudável, prática de exercícios e evitar ganho de peso excessivo durante a gestação são medidas fundamentais para fugir do diabetes gestacional. A partir do diagnóstico, o tratamento imediato se dá com a reeducação alimentar, prática de atividade física, se possível, e controle de glicemia.


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