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Em excesso é prejudicial

Instituto de Medicina recomenda menor consumo de vitaminas suplementares na infância

Redação Bonde
23 mar 2016 às 14:00
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Para a pesquisa, os cientistas avaliaram os rótulos de cerca de 200 suplementos alimentares comercializados para crianças em duas faixas etárias: menores de 12 meses e entre 1-4 anos de idade. Os pesquisadores buscaram determinar a quantidade de vitaminas que as crianças consumiam e se o produto era usado como o indicado. Especificamente, eles registraram os níveis de consumo das vitaminas A, C, D, E, K e B12, juntamente com tiamina, riboflavina, niacina, ácido fólico, biotina e colina.

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A maioria dos produtos continha níveis de vitaminas muito maiores do que o recomendado para crianças em um único dia. Por exemplo, os suplementos alimentares para crianças com idades entre 1-4 anos continham, em média, cerca de 300% dos níveis diários recomendados de vitamina A, riboflavina e tiamina, 500% dos níveis recomendados de vitamina C e mais do que 900% dos níveis recomendados de biotina.

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A vitamina D foi a única substância que esteve presente nos níveis adequados ou abaixo dos níveis recomendados para ambos os grupos etários.


"Segundo os autores do estudo, é muito cedo para saber se esses achados são preocupantes. Isso porque poucos estudos exploraram os efeitos de níveis maiores do que o recomendado das vitaminas em lactentes e em crianças jovens. Assim, em muitos casos, a quantidade máxima de uma vitamina que é segura para a ingestão de uma criança não é conhecida, dizem os pesquisadores", afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski.


Por esta razão, nos EUA, o Instituto de Medicina (IOM) recomenda que as crianças não consumam certas vitaminas em excesso, incluindo vitaminas K e B12, tiamina, riboflavina, ácido fólico, ácido pantotênico e biotina. Os bebês não devem consumir em excesso a maioria das vitaminas. O IOM é uma organização americana sem fins lucrativos que aconselha a nação sobre saúde.

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Segundo o IOM, há também uma preocupação de que os corpos das crianças possam não ter a capacidade de lidar com quantidades excessivas de determinadas vitaminas.


As descobertas do estudo sugerem que "a maioria dos suplementos de vitaminas pediátricos não se baseiam nas recomendações do IOM e, portanto, representam um excesso de suplementação", defendem os autores do estudo.


Suplementação em crianças?
"A Academia Americana de Pediatria (AAP) defende que os pais devem conversar com seus pediatras sobre se a criança precisa tomar suplementos. Crianças que seguem uma dieta equilibrada recebem níveis adequados da maioria das vitaminas e por isso não precisam de suplementos. Doses muito elevadas de algumas vitaminas, como a vitamina A, podem até mesmo representar riscos, porque elas podem se acumular no corpo", destaca o médico, que é membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Chencinski, no entanto, observa que algumas crianças podem precisar de suplementação, se, por exemplo, "elas têm hábitos alimentares seletivos, não recebendo, assim, os níveis adequados de vitaminas através dos alimentos. Além disso, a AAP recomenda a suplementação de vitamina D para lactentes, crianças e adolescentes. O Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, em seu Documento Científico, publicado em outubro de 2014, recomenda o consumo de 400 Unidades Internacionais (UI) de vitamina D por dia, entre 7 dias e um ano de idade e de 600 UI entre 12 e 24 meses".


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