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Dá para fazer dinheiro na internet?

21 mar 2010 às 09:35
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Todo jornalista tem um sonho secreto de ter seu próprio jornal. Poder publicar o que quer, mandar na linha editorial. Mas ter um jornal custa caro e jornalista, em geral, ganha pouco. Então não se trata de um sonho que figure como realizável.

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Mas daí surgiu a internet e todo mundo (jornalista ou não) virou editor de si mesmo. Quem é que não tem um blog, uma página no Twitter, um cantinho na rede para chamar de seu? Muita gente virou redator, editor, fotógrafo, publisher da noite para o dia. Inclusive muitos que não tem lá muita coisa interessante a dizer.

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Tudo isso é muito bom, muito bonito, mas no fim das contas quem vive de escrever tem pagar as contas no fim do mês. E a internet rende dinheiro? Taí uma pergunta que até mesmo as grandes empresas de mídia do país se fazem diariamente.


Se tem uma vantagem que o jornal impresso tem sobre a internet é o preço que ele garante para seus espaços publicitários. Anúncio de jornal é caro. E se o jornal tem circulação, a renda do comercial não faz feio e contribui para fechar o balanço da empresa no azul.

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Mas na internet, bem, a coisa não é bem assim. Anúncio na web se paga em centavos. Custa muito barato. E fica longe de garantir aos donos de portais uma renda que valha a pena. Além disso, na internet é comum os chamados acordos de parceria. Ou seja, aqueles acordos nos quais a empresa anúncia no site, mas só paga quando o internauta efetivamente clica no link.


Para o anunciante é um ótimo negócio. Mas para quem precisa fazer renda para pagar o custo do conteúdo não é bem assim.


Mas vamos ao tema do post: dá para fazer dinheiro na internet? Pois bem, dá. Mas a equação é complexa. Quem quer viver de produzir conteúdo para web precisa ter um plano de jogo bem fechadinho para garantir o retorno financeiro.


No jornal tradicional, ganha-se dinheiro basicamente em duas frentes: na venda da publicação (seja por assinatura, seja na banca) e na venda de anúncios. Na internet é preciso trabalhar com um leque maior de opções.


Eis algumas possibilidades:
- venda de anúncios: mesmo com retorno menor que no impresso, ainda é uma fonte de arrecadação
- venda de conteúdo
- venda de mailing
- prestação de serviços


O importante é saber que não dá para confiar só nessas possibilidades. O negócio é diversificar.


Mas também é preciso ponderar algumas coisas. Na venda de conteúdo, não é qualquer conteúdo que tem apelo comercial na internet. De uns anos para cá o que se observa é que veículos especializados tem tido mais sorte nessa área. As chances de um internauta pagar para ler seu site também ficam maiores quando mais exclusivo for seu conteúdo.


Deixe-me explicar melhor. Vamos pensar em um site sobre política paranaense. O chamado noticiário factual é aquele do dia-a-dia que todo mundo dá. É projeto de lei que tramita nas casas legislativas, brigas partidárias, negociações de alianças. Mas tem também o chamado hard news, aquelas matérias exclusivas, de fôlego e que obviamente não são encontradas em qualquer lugar. Por qual dos dois conteúdos você acha que o leitor estaria disposto a pagar?


Um conceito interessante que anda crescendo na web é de "quase gratuidade". É simples. No portal hipotético de política paranaense, por exemplo, o leitor tem acesso livre a todo conteúdo factual de graça. Mas para acessar as matérias exclusivas é preciso assinar o site.

Claro que o custo de uma assinatura num portal é muito menor que o de um jornal, e por consequência a renda de um site com isso é menor que a de um jornal impresso. Mas um portal de conteúdo pode usar isso como um argumento a mais para capturar seu assinante. Afinal, é mais fácil convencer alguém a gastar R$ 100 por ano do que R$ 100 por mês.


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