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Twitter não faz ninguém virar Obama

07 mai 2010 às 17:25
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As eleições desse ano no Brasil deverão ter muita movimentação de candidatos e militantes na web. Como o acesso à rede está aumentando no país, e a internet é menos limitada que outras mídias pela legislação eleitoral, nos próximos meses o Twitter, Orkut e outras mídias vão pulular de políticos. Mas os marketeiros eleitorais e os candidatos que não se enganem. Não dá para transformar a Dilma Rousseff e o José Serra em Barack Obama só usando o Twitter.

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Quem fatura alto com marketing e outras cabalas em época de campanha adora pregar que esta ou aquela tecnologia vão fazer a diferença na hora do voto. Mas vamos inverter o raciocínio: foi o Obama que aproveitou as redes sociais ou foram as redes sociais que inventaram Obama? Será que numa era sem internet ele seria o mesmo fenômeno?

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Arrisco a dizer que sim. Obama (assim como Lula) é um personagem único, dono de um carisma incomparável. Não foi o Twitter de Obama que empolgou os jovens americanos a ponto de fazê-los aderir à campanha. Foi a mensagem que ele tinha para passar que conquistou a América. O que a internet fez por Obama foi ajudá-lo a fazer render mais o dinheiro que ele conseguiu arrecadar para a disputa eleitoral. Mas não vamos esquecer: mesmo assim ele gastou, e muito, com propaganda em rádio e televisão.


Quer saber para quem a internet vai fazer a diferença por aqui? Para a Marina Silva. Sim, a pré-candidata do PV tem um quê de Obama. É bem capaz dela conquistar alguns votinhos pela web. Agora, a Dilma e o Serra? Bem, que a internet vai fazer por eles é ajudar a disseminar boatos. Como a história da Sociedade dos Amigos de Plutão, inventada na eleição de 2006 para desmoralizar Lula (só para constar, a tal sociedade não existe, portanto jamais recebeu recursos públicos). No Twitter já dá para ver os grupos pró-Dilma e pro-Serra espalhando desinformação.

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Mas dizer que a web não transforma sapo em príncipe não quer dizer que os candidatos devem deixar esse recurso de lado. Assim como não dá para deixar de participar do horário eleitoral, também não dá para ficar de fora da web. Só sugiro que os marketeiros e coordenadores de campanha criem em seus sites oficiais uma seção "Não é verdade", para desmentir todos os boatos que já circulam ou ainda vão ser inventados. Vai ser muito útil.


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