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Pela tecnologia de baixa complexidade

28 jan 2010 às 13:59
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Dias atrás participei como repórter do velório e das homenagens feitas a Zilda Arns. O grande mérito dela não foi a grande sensibilidade humana e o comprometimento profundo com a vida, muito embora essas sejam características que a destacam do cidadão comum. Zilda foi pioneira em algo que o Brasil faz bem, mas difunde pouco: disseminar tecnologia de baixa complexidade.

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A tecnologia por trás do trabalho que salvou milhões de crianças chama-se soro caseiro. E não foi necessário universitários nem escolas para ensinar esse soro para mães simples e muitas vezes pouco escolarizadas dos rincões brasileiros.

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Todos nós conhecemos muitas tecnologias de baixa complexidade que poderiam, se disseminadas, melhorar nossa comunidade. Vejam nossos chás. Que mãe não sabe que chá cura de dor de barriga a vermes? É uma sabedoria que passa de mãe para filha, mas que encontra poucos outros suportes para ser disseminada.


Na coluna do Gilberto Dimenstein na Folha de São Paulo da terça-feira ele falou em outra tecnologia de baixa complexidade que seria muito útil se difundida. (Quem quiser ler, clique aqui). Trata-se do verdadeiro computador de US$ 100. Enquanto o governo penou mais de dois anos para comprar os notebooks que vão, supostamente, revolucionar o ensino básico no país, um senhor paulistano conseguiu construir máquinas baratas usando lixo.

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A vantagem do computador que surje do lixo eletrônico dos outros? Bem, em primeiro lugar ele é realmente muito barato. E transforma algo que de outra forma não teria valor comercial algum em um produto útil.


Tá certo, o computador reciclado não tem internet 3G, nem Wi-fi ou tela touchscreen. Mas é por ele que passa parte da solução de dois problemas sérios no Brasil: a falta de acesso a tecnologia e o aumento exponencial do descarte de equipamentos eletrônicos (e consequente problema ambiental).


Para quem não pode pagar mil reais por um computador, o PC reciclado é um produto acessível que pode sair de graça ou pelo menos por muito menos que um similar novo. A tecnologia para disseminação do computador reciclável no Brasil é de baixíssima complexidade. Para montar um basta ter acesso às montanhas de peças e equipamentos que são descartados todos os dias país afora e entender um pouco de informática.

Seria bom também aliar o equipamento a linhas de crédito e a comercialização de planos de acesso à internet viáveis para a população de baixa renda. Mas mesmo que o PC reciclável não navegue, a vida útil extra que ele dá a peças que de outra forma contaminariam nosso solo e nossa água já é um grande serviço à nação.


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